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Hora de comprar dívida emergente da Argentina à Rússia, diz UBS

Andreea Papuc

23/05/2018 10h51

(Bloomberg) -- Chegou a hora de voltar aos títulos de dívida dos mercados emergentes? O UBS Group acha que sim.

Estrategistas do banco suíço afirmaram que usariam a forte baixa recente para comprar dívidas soberanas de Indonésia, Argentina, Rússia e Nigéria, em nota, na terça-feira. Além disso, preferem títulos corporativos de mercados emergentes aos seus equivalentes de mercados desenvolvidos, apesar de os ciclos de crescimento de ambos se moverem em direções diferentes, segundo o relatório.

"O crescimento dos mercados emergentes pode estar sendo questionado, mas as variáveis de suas ações, como dívidas de curto prazo com estrangeiros, estão em condições razoáveis", escreveram os estrategistas, incluindo Bhanu Baweja. "Turquia e Argentina são exceções nesse sentido, mas nestes casos também, ou mudou o preço (Turquia) ou mudou a realidade da política (Argentina)".

Depois que as moedas e os títulos soberanos dos mercados emergentes sofreram uma forte queda, nas últimas semanas, impulsionada pela escalada dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA e pelo dólar mais forte, alguns investidores têm procurado pechinchas. A Brandywine Global Investment Management afirmou que os mercados em desenvolvimento oferecem rendimentos reais atraentes além de bons fundamentos e a BlackRock afirmou que a queda era uma oportunidade para comprar títulos corporativos em dólares americanos de emissores da região Ásia-Pacífico.

O mês de queda das dívidas soberanas dos mercados emergentes ampliou o diferencial de rendimento que oferecem em relação aos seus equivalentes dos mercados desenvolvidos, mostram dados compilados pela Bloomberg.

A seguir, uma seleção de outras visões de investimento de estrategistas do UBS:

  • No espaço corporativo, o banco gosta do grau de investimento na China, particularmente empresas estatais BBB, de ativos de commodities da Indonésia e de empresas imobiliárias chinesas de melhor qualidade.
  • Prefere grau de investimento a rendimento elevado nos mercados emergentes, como nos EUA.
  • Vê melhores fundamentos de crédito na Europa do que nos EUA. Prefere diferenciais de crédito da UE aos diferenciais dos EUA, embora possam aumentar em mercados de alto rendimento em ambos.
  • Não acredita que a situação política da Itália gere um risco sistêmico que implique outros mercados da zona do euro. Ainda assim, dadas as incertezas, o UBS está mudando sua preferência por ativos de alto rendimento em euros em relação a ativos com grau de investimento para neutro e ficaria underweight sobre corporações italianas com grau de investimento e empresas financeiras de alto rendimento.
  • As avaliações de alto rendimento dos EUA parecem caras para o estágio do ciclo e para o impulso de crescimento. Prefere títulos com classificação B aos BB para reduzir a volatilidade da duração e prefere empréstimos alavancados a bônus.