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Alasca quer reduzir déficit comercial com China com gás natural

Bloomberg News

28/05/2018 14h26

(Bloomberg) -- Recursos naturais do Alasca como o gás natural e os frutos do mar podem se tornar o fator mais significativo para reduzir o déficit comercial dos EUA com a China, segundo o governador Bill Walker.

Um projeto de GNL, por si só, reduziria o déficit comercial entre os EUA e a China em até US$ 10 bilhões por ano, disse Walker em entrevista à Bloomberg Television em Pequim, onde se reuniu com o vice-primeiro-ministro Liu He como parte de uma missão comercial com líderes empresariais.

Liu indicou que "precisamos continuar fazendo o que estamos fazendo" com os acordos comerciais, disse Walker, em referência ao acordo para o projeto de GNL proposto, segundo o qual o gás natural é resfriado a 160 graus Celsius negativos, o que o comprime a 1/600 de seu volume, para ser embarcado em navios-tanque. A China é a maior parceira comercial e destino de exportação do Alasca desde 2011, segundo reportagem da agência de notícias Xinhua citando dados oficiais.

A China Petrochemical, conhecida como Sinopec Group, e o Bank of China assinaram no ano passado um acordo com o Alasca para um projeto de US$ 43 bilhões para canalizar gás da costa norte do estado até um terminal de liquefação proposto para o sul, onde seria embarcado para o exterior. Os órgãos reguladores dos EUA emitirão o relatório preliminar de impacto ambiental do projeto em março.

Quanto aos outros setores, Walker disse que o comércio de frutos do mar é de cerca de US$ 1 bilhão "e nós achamos que provavelmente podemos triplicar isso". Os minerais e as oportunidades de mineração "podem chegar a centenas de milhões de dólares", disse, citando uma visita recente a uma mina de ouro do Alasca que envia toda a produção à China.

"Realmente acreditamos que somos fundamentais para resolver esse déficit comercial, ou pelo menos um grande passo", disse. Entre os representantes da indústria que viajam com ele na missão comercial que vai de 19 a 30 de maio há gente dos ramos de cerveja artesanal, alimentos para bebês, pesca, turismo, madeira, mineração, educação, esportes e um exportador que transporta king crab, um caranguejo gigante, de avião para a China, disse.

Walker acrescentou que está trabalhando "duramente" para estabelecer novas rotas aéreas. O gabinete dele informou, na semana passada, que o Alasca e a província de Heilongjiang, na região nordeste da China, assinaram um acordo conjunto que inclui trabalhos para iniciar voos diretos entre Anchorage, no Alasca, e Harbin, na China.

--Com a colaboração de Haze Fan.

To contact Bloomberg News staff for this story: Jeff Kearns em Pequim, jkearns3@bloomberg.net;Tom Mackenzie em Pequim, tmackenzie5@bloomberg.net;Dan Murtaugh em Cingapura, dmurtaugh@bloomberg.net