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Maior ETF do Brasil atrai investidores com mercado mais estável

Aline Oyamada e Carolina Wilson

20/06/2018 13h54

(Bloomberg) -- Os ativos brasileiros caíram tanto e tão rápido que alguns investidores imaginam que é hora de entrar no maior fundo dedicado ao país.

O iShares MSCI Brazil ETF, ou EWZ, teve um fluxo de entrada de mais de US$ 102 milhões na terça-feira, o maior desde 15 de março, após o Ibovespa cair cerca de 14% no mês passado e o dólar subir ao maior nível em dois anos. Agora, com múltiplos vistos como razoáveis ??e o Banco Central fortalecendo a moeda, os papéis do EWZ representam uma oportunidade de compra, disseram alguns investidores.

Embora a eleição presidencial de outubro seja motivo de preocupação, "a moeda parece ter se estabilizado e o mercado agora parece barato", disse Greg Lesko, gerente de recursos da Deltec Asset Management, em Nova York.

O EWZ não está sozinho. O Direxion Daily Brazil Bull 3x Ações ETF ou BRZU, um ETF com exposição triplamente alavancada em ações brasileiras, também tem atraído investidores. Seus ativos subiram quase 20% este mês.

Os fluxos para ETFs de mercados emergentes podem ser tão voláteis quanto os globais, disse Michael Reynal, gestor de portfolio da Sophus Capital em Des Moines, Iowa. Embora os ingressos recentes no Brasil possam de fato ser um reflexo da moeda "relativamente barata", Reynal precisa de mais motivos para investir no Brasil.

"A clareza sobre as perspectivas políticas e o progresso na reforma fiscal são essenciais para aumentar significativamente a exposição ao Brasil", disse ele.

Fundos com exposição mais ampla a mercados emergentes, entretanto, ainda estão sentindo fluxo de retirada. O iShares MSCI Emerging Markets ETF teve um fluxo de saída de mais de US$ 1,4 bilhão na segunda-feira, o maior desde a eleição de Donald Trump. O êxodo foi uma extensão da semana passada, quando os investidores resgataram US$ 2,2 bilhões do fundo, maior cifra em uma semana desde janeiro de 2014.

O ETF Vanguard FTSE Emerging Markets, ou VWO, também tem sofrido muitas perdas. Os investidores retiraram quase US$ 200 milhões do fundo ontem, a maior saída desde março.

--Com a colaboração de Kenneth Sexton e Giulia Morpurgo.

Para contatar o editora responsável por esta notícia: Patricia Lara, plara6@bloomberg.net

Repórteres da matéria original: Aline Oyamada em São Paulo, aoyamada3@bloomberg.net;Carolina Wilson em New York City, cwilson166@bloomberg.net

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