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Primeiro hambúrguer feito por robô chegará a São Francisco

Kate Krader

21/06/2018 12h42

(Bloomberg) -- No dia 27 de junho, o primeiro hambúrguer do mundo feito por um robô passará por uma esteira transportadora em São Francisco para chegar às mãos do público consumidor.

Talvez este seja o hambúrguer mais veloz do planeta.

O produto da Creator, uma empresa de robótica culinária com sede na região da Baía de São Francisco, é montado e preparado em uma máquina que contém 20 computadores, 350 sensores e 50 mecanismos de acionamento. Ela faz tudo: corta e torra o pão, acrescenta acompanhamentos (a pedido), condimenta e cozinha a carne - em apenas cinco minutos. A carne é moída a pedido - por isso é anunciada como um produto recém-preparado - e obtida de ingredientes de primeira linha. Ela sai da máquina com tomates e alface, uma pitada de tempero e molhos, e então é entregue por mãos humanas ao cliente. O preço: US$ 6.

Conhecida antigamente como Momentum Machines, a Creator foi fundada em 2012 pelo empreendedor Alex Vardakostas, de 33 anos. Ele montou uma superequipe composta por engenheiros, designers e roboticistas da Apple, da Tesla, da Nasa e da Walt Disney Imagineering R&D. A equipe também conta com ex-membros de restaurantes de elite, como Chez Panisse, Momofuku e SingleThread.

O discurso de Vardakostas é simples: máquinas podem preparar hambúrgueres em uma chapa quente e cortar tomates com mais eficiência do que seres humanos e não apresentam o risco à saúde de que algum funcionário vá trabalhar resfriado. Além disso, para as redes sociais é uma mina de ouro contar com uma máquina de comida no melhor estilo Willy Wonka. A engenhoca de 4,2 metros de comprimento, que a equipe chama de "instrumento culinário", não de robô, tem rampas de vidro que transportam o pão, silos que colocam os molhos e pás que empurram suavemente o hambúrguer ao longo do processo.

"Dia 27 de junho será um grande dia", diz Vardakostas. "Quando comecei este processo, há oito anos, não era inevitável que isso fosse acontecer com a comida. Hoje não só é inevitável, mas também gera um produto de maior qualidade."

Lentidão

O fluxo de hambúrgueres será lento no começo. As máquinas - atualmente existem duas - podem produzir até 120 unidades por hora, mas hoje estão mais lentas. Projeta-se que a produção aumentará no futuro; originalmente dizia-se que elas podiam produzir 400 unidades por hora.

O que a concorrência acha de um hambúrguer feito por um robô? "Na verdade, não tenho nenhum comentário", diz Randy Garutti, CEO da Shake Shack, que chegará a São Francisco neste ano. Mas Josh Capon, da Bowery Meat Co., cujo hambúrguer é frequentemente premiado, está curioso. "Existem variáveis e um toque humano envolvidos no processo de preparação. Treinamos cuidadosamente nosso pessoal para preparar o hambúrguer. Não sei se confiaria a uma máquina a tarefa de preparar meu hambúrguer", diz ele. Porém, ele aponta para o aspecto econômico do atual negócio dos restaurantes, especialmente em cidades como São Francisco. "Com o custo da mão de obra, é algo interessante para levar em conta. E se o hambúrguer for feito a pedido - além de moído a pedido -, isso me interessa."

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