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Robôs ajudam Facebook na batalha contra notícias falsas

Natalia Drozdiak

(Bloomberg) -- O Facebook está recorrendo às tecnologias de aprendizagem de máquina para amplificar o impacto dos verificadores de informações humanos que analisam notícias fraudulentas como parte da campanha da empresa para combater a disseminação de desinformação em sua plataforma.

A rede social anunciou nesta quinta-feira que está começando a usar sistemas automatizados para identificar duplicatas de notícias falsas previamente sinalizadas por revisores externos.

"Sabemos que, devido à escala, não tem sentido colocar verificadores de fatos para analisar todo o conteúdo", disse Tessa Lyons, gerente de produto do Facebook, em entrevista coletiva, em Bruxelas. "Por isso, precisamos usar a tecnologia para descobrir como ampliar o impacto."

O anúncio foi feito após meses de pressão de parlamentares dos EUA e da Europa sobre políticas de privacidade da empresa e sobre a possibilidade de agentes estatais terem usado a rede social para influenciar a eleição presidencial dos EUA em 2016 e o referendo do Brexit no Reino Unido.

Em postagem que acompanha o anúncio, Lyons disse que "mais de um bilhão de unidades de conteúdo" são publicadas no Facebook diariamente, e que uma história falsa muitas vezes é copiada por diferentes canais por meio de múltiplos links na tentativa de conseguir ganhos financeiros.

Ela citou uma agência de checagem de fatos da França que identificou um artigo que promovia uma alegação científica absurda. O Facebook afirma que seu software conseguiu usar a análise do artigo para descobrir e rebaixar mais de 20 domínios da web e 1.400 links que promoviam as mesmas informações falsas. A tecnologia de aprendizagem de máquina está sendo implementada também para identificar e reduzir a visibilidade de páginas propensas a disseminar boatos com motivação financeira, normalmente criadas por empresas, partidos políticos ou outras organizações.

Devido às eleições da União Europeia, que serão realizadas no segundo trimestre do próximo ano, a Comissão Europeia, órgão executivo do bloco, pediu em abril um esforço maior das plataformas web e das empresas de redes sociais para reduzir a desinformação. As autoridades da UE alertaram que poderiam impor regulações caso as empresas não se empenhem.

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