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Investidores esperam piora adicional nos mercados emergentes

Bloomberg News

13/07/2018 13h00

(Bloomberg) -- Com a taxa básica de juros ainda subindo nos EUA e o presidente Donald Trump ainda fazendo ameaças com tarifas de importação, o fundo do poço para os mercados emergentes está distante, segundo especialistas.

A queda das bolsas e moedas de nações em desenvolvimento tende a se prolongar no segundo semestre, de acordo com uma pesquisa da Bloomberg com 20 investidores e estrategistas. Mas nem tudo é tão sombrio. Segundo a sondagem realizada entre 26 de junho e 4 de julho, os títulos de dívida podem ter desempenho melhor --por serem relativamente mais seguros-- e alguns mercados específicos podem registrar ganhos.

A atratividade dos ativos de risco diminuiu diante da escalada da tensão comercial entre EUA e China e da continuidade do aperto quantitativo pelo banco central americano. Moedas e ações de países emergentes acabaram de completar o pior trimestre desde 2015, quando predominava o temor de um pouso forçado da economia chinesa.

Os investidores agora estão mais seletivos. Um índice Bloomberg Barclays que acompanha títulos de dívida em moeda local de países emergentes registrou a primeira queda trimestral desde 2016. Neste mês de julho, pouco mudou para essas classes de ativos.

"Os investidores continuarão preocupados com a perspectiva para os mercados emergentes, pois esperamos que o ambiente de dólar forte continue", disse Hideaki Kuriki, principal gestor de fundos da Sumitomo Mitsui Trust Asset Management, em Tóquio, que supervisionava o equivalente a US$ 90 bilhões em março.

"A economia americana está robusta em termos relativos e o dólar e os rendimentos por lá também estão elevados --é por isso que os mercados emergentes continuarão penando."

A pesquisa solicitou que os entrevistados colocassem em ordem os vetores de maior peso nos mercados em desenvolvimento no segundo semestre. Eles listaram a moeda da Rússia, títulos da Coreia do Sul, ações da Índia, além de ações, títulos e a moeda da Polônia. No pé da lista em todas as classes de ativos está a Argentina, que subiu a taxa básica de juros para 40 por cento para defender o peso.

A pesquisa foi realizada antes de o presidente da Turquia demitir autoridades do alto escalão que tinham o respeito dos investidores. Participaram do levantamento representantes das seguintes instituições:

* AllianceBernstein* Amundi* BlueBay Asset Management* BNP Paribas Asset Management* CIMB Thai Bank* Columbia Threadneedle* Daiwa SB Investments* Deltec Asset Management* Deutsche Bank Wealth Management* FPG Securities* Fullerton Markets* Japan Bank for International Cooperation* Krung Thai Bank* Mitsubishi UFJ Kokusai Asset Management* Mizuho Bank* NN Investment Partners* Renaissance Capital* SBI Securities* Sumitomo Mitsui Trust Asset Management* TD Securities

(Com a colaboração de Tomoko Yamazaki)