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Airbus está perto de vender US$ 23 bi em jatos à AirAsia, dizem fontes

Benjamin D. Katz

16/07/2018 12h31

(Bloomberg) -- A Airbus está se aproximando de US$ 29 bilhões em negócios com empresas aéreas asiáticas que estão expandindo suas frotas por causa da demanda crescente por viagens na região, segundo pessoas a par do assunto.

A fabricante europeia está trabalhando em um grande acordo de venda de US$ 23 bilhões em aeronaves para a AirAsia Group, a maior empresa aérea de baixo custo do continente, disseram as pessoas, que pediram para não serem identificadas por discutirem negociações privadas. A startup taiwanesa StarLux Airlines confirmou o plano para a compra de jatos de fuselagem larga A350 avaliados em cerca de US$ 6 bilhões. Os valores são baseados nos preços de tabela e é comum que haja descontos em grandes pedidos.

As encomendas da AirAsia ainda dependem das negociações finais, disseram as pessoas. Apesar de nenhum acordo ter sido alcançado, os lados estão próximos o bastante para que pelo menos parte da venda possa ser anunciada durante o Salão Aeronáutico de Farnborough, em Londres, a maior feira do setor neste ano, disseram as pessoas.

A empresa aérea malaia, que já é a segunda maior cliente da aeronave de fuselagem estreita reequipada A320 da Airbus, está estudando a encomenda de até 100 aeronaves A321neo, segundo pessoas a par das discussões. A AirAsia está, ao mesmo tempo, perto de fechar um acordo para uma encomenda de mais 34 aviões de fuselagem larga A330neo, o que levaria a 100 o total de pedidos pela aeronave.

AirAsia versus IndiGo

A compra dos aviões A321neo colocaria a AirAsia à frente da indiana Interglobe Aviation como maior cliente do emblemático jato de fuselagem estreita da Airbus, ampliando os pedidos atuais da aérea malaia para 504 aviões.

O mais importante para a Airbus é que a decisão de tomar encomendas de mais aviões A330neo, de maior porte, reafirmaria o compromisso da AirAsia com esse programa de fuselagem larga em meio à forte concorrência com o campeão de vendas Boeing 787 Dreamliner.

Os novos aviões ajudariam o CEO da AirAsia, Tony Fernandes, a levar adiante o plano de formar uma empresa aérea pan-asiática. Na Índia, ele planeja mais voos domésticos e estão previstas operações internacionais para o começo do ano que vem. A AirAsia Group também tem um braço de longo curso, a AirAsia X, com mais de 20 destinos, como Auckland, Tóquio, Sapporo, Chengdu, Xangai, Melbourne e Honolulu.

A StarLux informou que o presidente do conselho, Chang Kuo-wei, assinará um acordo preliminar na segunda-feira para a compra de 12 aeronaves A350-1000 e cinco A350-900, de menor porte. As entregas devem ocorrer entre 2022 e 2024.

O A350, avião de fuselagem larga mais bem-sucedido da nova geração da Airbus, compete com o rival Boeing 787 Dreamliner e com o 777X, próxima aeronave da fabricante americana. O website Flight Global noticiou em março que a StarLux, fundada por Chang, ex-presidente do conselho da Eva Airways, estava negociando aeronaves com ambas as empresas para iniciar um serviço de longo curso para a América do Norte até 2021.

A Airbus, que tem sede em Toulouse, na França, e a AirAsia não comentaram.

--Com a colaboração de Julie Johnsson, Pooi Koon Chong e Kyunghee Park.