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Marca de maconha de Willie Nelson se expande ao Canadá

Kevin Orland

23/07/2018 12h44

(Bloomberg) -- Uma das maiores empresas de maconha com fins recreativos do Colorado planeja levar a marca de maconha de Willie Nelson ao Canadá e abrir o capital em Toronto.

A LivWell Enlightened Health planeja uma série de acordos que incluem assumir a administração de uma empresa de maconha com sede em Calgary e uma aquisição reversa da empresa de investimentos Target Capital, disseram as empresas.

A companhia também mudará de nome para LivWell International e está fechando um acordo paralelo que lhe dará direitos de distribuição perpétuos no Canadá da Willie's Reserve, a marca de maconha com o nome do cantor country dos EUA, disseram.

Espera-se que a LivWell tenha um valor corporativo de cerca de 300 milhões de dólares canadenses (US$ 228 milhões) depois de abrir o capital, disseram. A empresa com sede em Denver tem cerca de 500 funcionários e gera aproximadamente US$ 80 milhões em vendas anuais com o cultivo, o processamento e a venda de maconha, de acordo com seu site.

Os acordos levarão uma das marcas de maconha mais famosas dos EUA ao Canadá, dando continuidade à tendência das empresas americanas do ramo, que se dirigem a Toronto para atender à demanda dos investidores por ações da erva. A lei dos EUA restringe a capacidade de expansão global, por isso a listagem no Canadá dará à LivWell acesso aos mercados internacionais.

A empresa já tinha um pé no Canadá por meio de uma participação na 51st Parallel, que tem sede em Calgary. A LivWell assumirá a administração da 51st Parallel, que está levantando 50 milhões de dólares canadenses, completará a aquisição da Target Capital e comprará uma participação de US$ 20 milhões na GCH, proprietária das marcas de maconha de Nelson, disseram as pessoas.

O acordo com a GCH dará à LivWell 12 por cento dessa empresa e um assento em sua diretoria, além da primeira oportunidade de aplicar os direitos canadenses a outras marcas que a GCH desenvolve, disseram as pessoas.

Outras listagens

A Cannex Capital Holdings, proprietária da maior empresa de maconha dos EUA, listou suas ações em Toronto em março. O diretor de operações, Leo Gontmakher, disse na época que é "praticamente impossível" captar dinheiro nos EUA, onde a cannabis continua sendo ilegal na esfera federal. Entre as outras empresas canadenses de capital aberto com operações nos EUA estão a CannaRoyalty, com sede em Ottawa, e a Liberty Health Sciences, de Toronto.

O uso recreativo da maconha será legalizado no Canadá em 17 de outubro, abrindo um mercado que, segundo estimativas de Kenneth Shea, analista da Bloomberg Intelligence, poderia exceder 5 bilhões de dólares canadenses em 2020. O uso de maconha em itens comestíveis, bebidas e vaping continuará proibido por até um ano após a legalização, porque o governo precisa de mais tempo para lidar com os riscos desses produtos.

O império da maconha de Nelson inclui as marcas Willie's Reserve e Willie's Remedy, que vendem flores, canetas de vaping e produtos comestíveis de maconha.

"Eu comprei o suficiente, então sinto que posso vender uma parte", disse o cantor de 85 anos em um vídeo promocional publicado na internet.

--Com a colaboração de Jen Skerritt.