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UBS decide manter patamar de US$ 2 mi para clientes ricos

Frederik Balfour

23/07/2018 15h32

(Bloomberg) -- O UBS Group não pretende seguir os passos de outros bancos e elevar o patamar de US$ 2 milhões para o acesso a seus serviços bancários privados, disse a chefe global de gestão de riqueza do banco suíço na China.

"Isso não está em discussão", disse Marina Lui em uma entrevista em Hong Kong, quando consultada sobre a medida tomada por outros bancos de aumentar os mínimos exigidos aos clientes privados. "Não queremos nos limitar, um cliente de US$ 2 milhões pode se tornar um cliente de US$ 2 bilhões da noite para o dia."

Outros gestores de riqueza aumentaram esse limite nos últimos anos à medida que regulamentações mais rígidas e custos mais altos de compliance levaram os bancos a se concentrar em clientes de maior valor. O Standard Chartered e o Bank of Singapore, da Oversea-Chinese Banking Corp., anunciaram planos de elevar o valor mínimo de ativos exigido de seus clientes privados de US$ 2 milhões para US$ 5 milhões.

Para justificar o fato de a política global do UBS se manter inalterada, Lui citou o exemplo de um cliente chinês não identificado que há três anos estava perto ou até mesmo abaixo do saldo mínimo de US$ 2 milhões necessário para manter sua conta no banco privado. Mais tarde, ele passou para o status de bilionário quando abriu o capital de sua empresa em Hong Kong, disse Lui, que preferiu não identificar o cliente.

Lui não quis fornecer números específicos, mas disse que a rápida geração de riqueza na China ajudou o UBS a aumentar o gerenciamento de riqueza chinesa no exterior duas vezes mais rapidamente do que na região como um todo. "Os ativos sob gestão da China quadruplicaram desde 2012 e os ativos da região dobraram, aproximadamente", disse ela.

O UBS é o maior gestor de riqueza da Ásia, com um total de US$ 382 bilhões em ativos sob gestão no fim do ano passado, segundo a Asia Private Banker.

Gerentes de relacionamento

O UBS está tendo dificuldade para encontrar bons candidatos para somar à sua equipe de 180 gerentes de relacionamento em Hong Kong, que atende a clientes da China continental, disse Lui. Depois de se expandir rapidamente a partir das 50 pessoas com que contava quatro anos atrás, a equipe deve crescer apenas cerca de 5 por cento neste ano, disse ela. No fim de 2017 o UBS tinha mais de 1.000 gerentes de relacionamento na região Ásia-Pacífico como um todo.

Apesar do rápido crescimento em seus negócios no exterior, o verdadeiro prêmio está em administrar dinheiro no país, à medida que a China gradualmente abre o setor de gestão de riqueza aos bancos estrangeiros, disse Lui. O UBS espera trabalhar com os clientes chineses que atende em Hong Kong para administrar uma quantidade maior dos ativos que eles mantêm na China, acrescentou ela.

"Esses clientes geralmente têm 20 por cento da riqueza conosco e os outros 80 por cento estão na China", disse ela. "Esta é uma grande oportunidade."

--Com a colaboração de Devon Pendleton.