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Walmart anuncia armazém high tech para produtos comestíveis

Matthew Boyle

19/10/2018 13h05

(Bloomberg) -- O Walmart está construindo um armazém de alta velocidade para se consolidar no posto de maior rede de supermercados dos EUA.

O novo centro de distribuição em Shafter, na Califórnia -- na metade do caminho entre Los Angeles e Fresno -- deve ser aberto no outono de 2020 (Hemisfério Norte) e receberá e despachará mercadorias 40 por cento mais rapidamente do que os armazéns atuais da empresa, informou o Walmart em postagem de blog, na quinta-feira. O edifício será equipado com tecnologia de automação da Witron, uma provedora de serviços de logística alemã.

O novo centro é o investimento mais recente do Walmart para ampliar seu negócio de supermercados, que responde por mais da metade das vendas nos EUA e é uma fortaleza contra a invasão da Amazon. A empresa de varejo melhorou a apresentação e a qualidade de seus alimentos frescos e está expandindo as opções de coleta e entrega em domicílio. Mas o processo que leva morangos e melões dos campos até as lojas ainda é complexo e caro e qualquer tempo economizado ao longo da jornada se traduz em vendas e lucros maiores.

"A velocidade será a nossa maior prioridade", disse Tim Cooper, vice-presidente sênior de logística do Walmart, em um vídeo que acompanha a postagem.

No novo armazém, robôs empilharão e carregarão produtos com mais rapidez e eficiência, ajudando a maximizar o espaço disponível nos caminhões que fazem o transporte até as lojas do Walmart. Isso ajudará a reduzir os custos de transporte, que dispararam nos últimos tempos e continuarão sendo um obstáculo no ano que vem, disse o diretor de finanças, Brett Biggs, em apresentação para investidores, nesta semana.

O Walmart também está testando dispositivos que descarregam produtos nos depósitos das lojas com mais rapidez e testando os chamados centros de microatendimento, que automatizam o processo de entrega de compras feitas pela internet. O Walmart informou nesta semana que terá coleta de produtos em 3.100 lojas até o fim de seu próximo ano fiscal, contra apenas 50 há alguns anos.