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GM é cautelosa ao adotar platina mesmo após recorde do paládio

Susanne Barton e Rupert Rowling

30/10/2018 14h59

(Bloomberg) -- A disparada do paládio a um patamar recorde intensificou a especulação entre os analistas de que as fabricantes de veículos buscarão substituí-lo pela platina, que é mais barata, para uso em dispositivos de controle da poluição. Mas a indústria automotiva não tem tanta certeza disso.

O paládio, que é usado principalmente para controlar as emissões dos motores a gasolina, é negociado perto do nível mais alto em relação à platina desde 2001 em um momento em que os consumidores estão se distanciando dos veículos a diesel, nos quais a platina é mais usada. As tensões entre EUA e Rússia, uma das principais fornecedoras, e a projeção de escassez também estão elevando o preço do paládio.

No entanto, embora as fabricantes de automóveis possam substituir o paládio pela platina, a reequipagem das fábricas é cara e o metal representa uma parte relativamente pequena dos custos.

"Para nós, não é como apertar um botão", disse Rahul Mital, especialista técnico global em diesel pós-tratamento da General Motors, em um painel de discussão em encontro da Associação do Mercado de Lingotes de Londres, em Boston, na segunda-feira. "Sempre que se quiser fazer uma substituição como essa, há um ciclo de pelo menos 18 meses a dois anos para a mudança. Temos que ser cuidadosos para que, no momento em que fizermos isso", as mudanças nos preços não anulem os benefícios, disse.

"Se a pressão do paládio continuar, veremos esses resultados", disse Mital.

A platina atingiu o menor patamar em quase 10 anos em agosto e era negociada a cerca de US$ 833 a onça nesta terça-feira. São mais de US$ 250 abaixo do preço de paládio, de cerca de US$ 1.089 a onça.

Mas o preço elevado do paládio não é sustentável, devido ao abrandamento do mercado global de automóveis, especialmente na China, segundo Carsten Menke, analista de pesquisa de commodities do Bank Julius Baer Group. O banco prevê que o preço cairá para US$ 950 a onça em três meses e para US$ 900 a onça em 12 meses.

Repórteres da matéria original: Susanne Barton em New York, swalker33@bloomberg.net;Rupert Rowling em Londres, rrowling@bloomberg.net

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