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Transformação do ouro está apenas começando, diz CEO da Barrick

Thomas Biesheuvel

03/01/2019 13h49

(Bloomberg) -- O novo CEO da Barrick Gold tem uma mensagem para a indústria do ouro: este é apenas o começo de uma grande reformulação.

A Barrick fechou a compra da concorrente Randgold Resources, de menor porte, em um acordo de US$ 5,4 bilhões anunciado em setembro. Como parte do acordo, o CEO da Randgold, Mark Bristow, se tornou CEO da Barrick, a maior produtora de ouro do mundo.

"Este setor sem dúvida precisa de transformação", disse Bristow, em entrevista, de Nova York, onde as ações da empresa combinada começaram a ser negociadas, na quarta-feira. "Acreditamos que começamos isso. Teremos uma empresa blue-chip e, no caminho, não ficaremos de braços cruzados se houver outras oportunidades."

A Barrick afirma que, com a combinação das duas empresas, administrará cinco das 10 melhores minas de ouro do mundo, com operações, por exemplo, em Nevada, EUA, na América do Sul, no Mali e na República Democrática do Congo. O acordo foi fechado em meio à perda de preferência de muitos investidores pela produção de ouro após um ano de preços baixos do lingote e um histórico recente de aquisições caras e projetos de minas que acumularam dívidas e não compensaram.

"Se essa indústria tivesse continuado no caminho que estava, se tornaria irrelevante", disse Bristow, geólogo sul-africano que fundou a Randgold há mais de 20 anos. O setor tem "muito poucos ativos com muitas equipes de gestão e precisa de reorganização".

O período de mais de 20 anos de venda de ações da Randgold em Londres foi encerrado na quarta-feira com a conclusão da fusão com a Barrick. Foi uma das histórias corporativas mais bem-sucedidas do Reino Unido, com ganho de mais de 5.000 por cento até esta altura do século.

John Thornton continuará como presidente-executivo do conselho, mas o pessoal da Randgold ocupará boa parte do alto escalão. Graham Shuttleworth, que era diretor financeiro da Randgold, assume o mesmo cargo na empresa combinada e Willem Jacobs, da Randgold, comandará a divisão da África e do Oriente Médio na Barrick. Ele já participou de reuniões na Tanzânia, onde está um dos problemas mais intratáveis da Barrick.

Desde o anúncio, há especulações de que o negócio possa estimular uma nova onda de consolidação com reações de concorrentes como Newmont Mining e Goldcorp, e também é provável que a Barrick tente se desfazer de alguns ativos.

--Com a colaboração de Danielle Bochove.

Economia