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Londres supera Manhattan em investimentos em imóveis comerciais

Jack Sidders

06/02/2019 11h11

(Bloomberg) -- Londres somou 16,2 bilhões de libras (US$ 21 bilhões) em investimentos em imóveis comerciais no ano passado, ultrapassando Manhattan e alcançando o primeiro lugar em todo o mundo apesar da crescente preocupação em relação ao Brexit.

De fato, o declínio de 13 por cento da libra em relação ao dólar desde o referendo britânico de 2016 que decidiu pela saída da União Europeia, juntamente com a demanda duradoura de locatários por espaços de escritórios, provou ser um atrativo para os investidores estrangeiros, segundo pesquisa da Knight Frank. A China e Hong Kong injetaram a maior parcela de capital estrangeiro -- 3,5 bilhões de libras -- em escritórios de Londres em 2018, seguidos pela Coreia do Sul, afirmou a corretora em relatório.

"Muitos desses investidores estão em busca de rendimento e o Brexit está dando isso a eles", já que Londres agora está mais barata que Paris, Frankfurt e Berlim, disse Nick Braybrook, diretor de mercado de capitais da região central de Londres na Knight Frank. "Se não fosse pelo Brexit, não haveria motivo para os rendimentos de Londres não serem tão baixos quanto os de Paris e Berlim."

Investidores de Hong Kong e da Coreia do Sul, em particular, invadiram Londres nos últimos dois anos, concentrando-se em edifícios com aluguéis longos que lhes permitem beneficiar-se da libra fraca, protegendo-os da incerteza de curto prazo causada pelo Brexit. Entre os maiores negócios do ano passado estão a compra da nova sede europeia do Goldman Sachs pelo Serviço Nacional de Pensões da Coreia por 1,2 bilhão de libras.

Apesar de o investimento total em 2018 ter diminuído ligeiramente em relação ao ano anterior, o tamanho médio das transações subiu para um recorde de 81,5 milhões de libras, informou a Knight Frank nesta quarta-feira.

Os investimentos da China e de Hong Kong caíram 51 por cento no ano passado em relação à alta recorde de 2017 porque o impacto dos controles de capital reduziu os investimentos dos compradores da China continental, informou a Knight Frank. Os investimentos sul-coreanos em Londres se multiplicaram por oito, representando 16 por cento do total.