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Executivos de diversidade dizem não ter poder para mudanças

Jeff Green

01/03/2019 12h02

(Bloomberg) -- Promessas e compromissos públicos à parte, a maioria dos executivos de diversidade e inclusão afirma que seus empregadores não consideram o trabalho deles prioritário apesar de os escândalos de discriminação estarem se tornando mais caros, segundo uma nova análise da agência de recrutamento de executivos Russell Reynolds Associates.

Pouco mais da metade das maiores empresas dos EUA ainda não conta com um executivo de alto nível dedicado a criar uma força de trabalho diversificada. Entre os profissionais nessa função, a maioria afirma que seus objetivos não estão no topo da lista de prioridades da empresa, segundo uma pesquisa divulgada nesta sexta-feira pela Russell Reynolds.

Este pode ser um equívoco caro, segundo uma análise separada da empresa. Em 2017 e 2018, as empresas que enfrentaram acusações públicas de discriminação viram seu valor de mercado cair em média 7 por cento, ou cerca de US$ 4 bilhões, nos dias e semanas seguintes.

"O investimento de recursos na função deixou muitos diretores de diversidade em cargos sem os recursos suficientes para atingir os resultados para os quais foram contratados", disse Tina Shah Paikeday, que lidera a consultoria global em diversidade e inclusão da Russell Reynolds e é uma das autoras do estudo.

Cerca de dois dos três atuais executivos de diversidade foram nomeados ou promovidos para a função atual nos últimos três anos e cerca de metade deles tem também outras funções dentro da empresa, segundo a análise da Russell Reynolds sobre o cargo executivo, que incluiu dados de pesquisa de 97 executivos.

O estudo também concluiu que apenas cerca de 35 por cento das empresas estão capturando os dados demográficos de que necessitam para verificar se as iniciativas de diversidade estão funcionando.