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Citi vê ``almoço grátis" na Ásia para investidores brasileiros

Felipe Marques e Cristiane Lucchesi

27/03/2019 07h00

(Bloomberg) -- David Bailin, diretor de investimentos do Citi Private Bank, está dizendo aos brasileiros ricos que ampliem seus horizontes.

"Tornar-se global é o único almoço grátis que resta aos investidores", disse Bailin em uma entrevista no escritório da empresa em São Paulo. "Há dinheiro para ser ganho na China e no sudeste da Ásia."

Bailin, que trabalha em Nova York, se reuniu no mês passado com 85 das famílias mais ricas do Brasil com fortunas totais de US$ 10 bilhões. Ele tentou persuadi-los a transferir uma parte maior de seus recursos para longe de sua terra natal, argumentando que a maioria estava excessivamente investida em ativos brasileiros, dado o estado dos mercados.

Uma parte fundamental de seu argumento: o lucro por ação das empresas asiáticas está aumentando, enquanto os valores dessas empresas no mercado permanecem comparativamente baixos. As ações favoritas de Bailin são de empresas que fazem produtos para a crescente classe média da região.

Mais perto de casa, Bailin disse que o Brasil pode se tornar "o mercado foco para a América Latina este ano, mais do que a Colômbia e o México", se o governo conseguir aprovar sua agenda de reformas. Reformar o sistema previdenciário poderia contribuir para uma grande recuperação econômica, especialmente depois que a nação ficou atrás do resto do mundo nos últimos cinco anos, disse ele.

Embora ele seja otimista com o Brasil, Bailin disse que investir na América Latina como um todo continua sendo "mais complicado" quando comparado à Ásia. "Há uma enorme quantidade de otimismo nas famílias mais ricas do Brasil e um enorme desejo de ver mudança para o país", disse ele.