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Teslas, iPhones dão impulso limitado a shoppings nos EUA

Lily Katz

15/04/2019 13h09

(Bloomberg) -- Donos de shoppings entoaram elogios ao "varejo experimental", acreditando ser este o salvador de um setor afetado pelo fechamento de lojas e pela popularização das compras online. No entanto, o barulho pode ser um pouco exagerado.

Um estudo feito pela empresa de dados de localização, Thasos, mostra que shopping centers com lojas físicas da Tesla, Apple store, Eataly ou Starbucks, varejistas que oferecem aos compradores uma experiência mais prática, não têm muita vantagem sobre os shoppings onde essas lojas não estão. Na verdade, essas marcas atraíram seus pares mais tradicionais, quando se trata de um maior número de clientes, até o final do ano passado.

A Thasos usou dados de localização em telefones celulares para avaliar o tráfego de pedestres em 144 shoppings "experienciais". Em outubro de 2017, a visitação a esses shoppings caiu 11% em relação ao ano anterior, em comparação com uma queda de 8,1% em outros shoppings. A tendência começou a se reverter em setembro passado, dando vantagem aos proprietários de imóveis que investiram em experiências, embora a vantagem não seja substancial.

Os proprietários de lojas estão gastando bilhões para recuperar suas propriedades na esperança de atrair compradores num momento em que tudo pode ser comprado online. Eles incluíram mercearias, paredes para escalada e até escritórios para gigantes da tecnologia como o Google. O maior proprietário de shopping centers dos EUA, o Simon Property Group, anunciou no ano passado planos de investir US$ 4 bilhões para criar "novas experiências de estilo de vida" em seus shopping centers.

Donos de shopping centers estão gastando muito para conquistar locatários específicos, que foram identificados no estudo, porque acreditam que os varejistas vão gerar maior tráfego de pessoas, disse John Collins, diretor de produtos da Thasos.

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