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Euro digital pode ajudar ou prejudicar economia, diz BCE

Carolynn Look

17/05/2019 12h17

(Bloomberg) -- Uma moeda digital de um banco central para uso do público em geral poderia ajudar a política monetária a atingir a economia mais diretamente, segundo pesquisa do Banco Central Europeu. Mas também provocar o efeito oposto.

Uma moeda digital emitida pelo banco central permitiria que pessoas na zona do euro fizessem depósitos diretamente com ela, proporcionando uma via livre de risco no uso de dinheiro em uma economia cada vez mais digital, segundo uma publicação de uma força-tarefa do BCE divulgada na sexta-feira. No entanto, pessoas em posse desse euro digital poderiam, no entanto, diminuir a liquidez do sistema financeiro, algo particularmente perigoso durante períodos de recessão.

"Dependendo de suas características específicas, a moeda digital do banco central poderia permitir que a política monetária atinja uma gama mais ampla de atores econômicos mais diretamente ou enfraqueça as ferramentas disponíveis para o banco central emissor na condução de sua política monetária", segundo o estudo.

As criptomoedas provocaram um debate entre bancos centrais de todo o mundo sobre se essas instituições deveriam emitir suas próprias moedas digitais para acompanhar as mais recentes inovações em tecnologia e atender à demanda por alternativas de pagamento. A força-tarefa do BCE avalia que não há necessidade de uma iniciativa deste tipo na zona do euro, mas disse que o assunto vai continuar a ser analisado com base nas mudanças globais.

"Estas podem variar desde mudanças nas necessidades dos cidadãos da UE, canalizadas pelas autoridades da UE como de interesse público, até um declínio considerável no uso de dinheiro, ou um acontecimento sem precedentes de outro banco central emitir uma moeda digital que esteja disponível no âmbito transfronteiriço", segundo o estudo.

Atualmente os bancos centrais fornecem moeda física na forma de notas e dinheiro digital com suas reservas, mas o último está disponível apenas para bancos comerciais e instituições selecionadas, como governos.

Na mesma publicação, a força-tarefa do BCE também argumenta que criptomoedas como a Bitcoin não deveriam ser consideradas formas concorrentes de moedas digitais, já que não estão vinculadas a instituições monetárias.