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Guerra comercial sinaliza projeções díspares para commodities

Bloomberg News

21/05/2019 15h09

(Bloomberg) -- Com os mercados de commodities abalados pela escala da guerra comercial entre Estados Unidos e China, o Citigroup traçou um cenário com resultados muito díspares para os preços das matérias-primas, dependendo do rumo dos acontecimentos.

"O prognóstico para o crescimento chinês e o resultado da guerra comercial propiciam resultados binários potencialmente extremos para alguns preços de commodities, particularmente metais industriais", disseram analistas do banco, como Ed Morse, em relatório.

As matérias-primas foram atingidas este ano pelo conflito comercial EUA-China, levando as cotações dos metais para o menor nível em quatro meses em maio, diante da falta de perspectivas para um acordo com a piora do clima de negociação. O cenário base do Citi, com 60% de probabilidade, é que o impasse seja neutralizado no segundo semestre, enquanto o cenário pessimista, com probabilidade de 30%, projeta que os EUA vão seguir em frente com as tarifas sobre todos os produtos chineses. A perspectiva otimista mostra uma rápida reversão das taxas depois do encontro do G-20 no Japão, em junho.

O resultado das negociações vai fazer muita diferença sobre as estimativas. O banco projeta o cobre em US$ 7.500 a tonelada no quarto trimestre no cenário otimista; US$ 6.600 no cenário esperado; e US$5.800 no cenário pessimista e menos provável.

"Sem uma grande escalada na guerra comercial a partir de agora, vemos o cobre como uma compra a longo prazo", segundo o Citi. Com o presidente Donald Trump, que concorre à reeleição no próximo ano, e o líder chinês Xi Jinping desejando um ambiente de risco otimista em 2020, "o período atual de volatilidade do comércio não deve durar e, assim, proporcionar um ponto de entrada muito interessante para investidores em commodities", disse.

A disputa entre Washington e Pequim se tornou mais acirrada e complexa nas últimas semanas, com a inclusão da Huawei Technologies, maior empresa de tecnologia da China, na lista negra da administração Trump. O embaixador do país para a União Europeia, Zhang Ming, alertou sobre uma possível retaliação.

To contact Bloomberg News staff for this story: Jake Lloyd-Smith em Cingapura, jlloydsmith@bloomberg.net

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