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Corrige: Canal+ planeja demissões por concorrência com Netflix

Angelina Rascouet

05/07/2019 06h46

(Bloomberg) -- (Corrige grafia de Netflix no título)

O Canal+, rede francesa de TV por assinatura, planeja anunciar cortes de empregos na próxima semana, segundo um representante sindical, diante da crescente pressão da gigante americana de streaming Netflix.

Representantes dos funcionários da empresa, uma unidade da Vivendi, receberam uma carta para que participassem de uma reunião na terça-feira sobre uma reorganização interna das operações francesas, que incluirá "cortes de empregos voluntários", disse Laurent d'Auria, que representa o sindicato +Libres.

O Canal+ pretende cortar cerca de 500 empregos, segundo informações da agência de notícias estatal Agence France-Presse. A empresa tem cerca de 2,6 mil funcionários na França.

Um representante do Canal+ não quis dar entrevista.

A Netflix estreou na França há pouco mais de cinco anos e já tem mais de 5 milhões de assinantes, ultrapassando o canal Canal+, cuja base de usuários que pagam os serviços diretamente à empresa caiu quase 25%, para 4,6 milhões no período de cinco anos até o fim de março.

Isso forçou o antes líder Canal+, o maior negócio da Vivendi depois da Universal Music, a fazer uma revisão de seus pacotes de assinatura, introduzir novos produtos e buscar expansão no exterior. Em maio, a empresa fechou um acordo para comprar a operadora de TV por assinatura M7 Group por pouco mais de 1 bilhão de euros (US$ 1,13 bilhão), aumentado a base de assinantes na Europa Central e Oriental, Holanda e Bélgica.

Os cortes de empregos e a compra da M7 fazem sentido, escreveu Thomas Coudry, analista da Bryan, Garnier & Co., em e-mail: "Eles precisam reduzir a base de custos para recuperar as margens e criar espaço para o gasto em conteúdo e, em seguida, amortizá-lo com a maior base de clientes possível".

O Canal+ sofreu um revés quando a espanhola Mediapro ganhou os direitos de transmissão dos jogos de futebol da Ligue 1, da França, para a temporada que começa em 2020.

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