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Ativos do Casino na AL podem interessar Carrefour: Bryan Garnier

Albertina Torsoli

11/07/2019 11h56

(Bloomberg) -- A rede de varejo francesa Carrefour é uma "consolidadora natural" e poderia estar interessada em comprar alguns dos ativos da rival em crise Casino Guichard-Perrachon, inclusive na América Latina, segundo a Bryan Garnier & Co.

O Carrefour, em meio a uma reestruturação sob o comando do presidente Alexandre Bompard, fechou uma acordo esta semana para vender sua participação em uma empresa imobiliária. No mês passado, a varejista disse que iria vender uma participação majoritária em sua subsidiária na China. As medidas devem reforçar o balanço da varejista, dando flexibilidade para potenciais aquisições na França e na América Latina, disse o analista Clement Genelot, da Bryan Garnier, em Paris.

O Casino, por sua vez, está vendendo ativos para reduzir o endividamento enquanto enfrenta um mercado competitivo na França, problemas de dívida da controladora Rallye e pressão de vendedores a descoberto. No mês passado, o Casino anunciou um plano para simplificar seu grupo de empresas listadas na América Latina.

"Parte dos negócios do Casino na América Latina pode ser interessante para o Carrefour, mesmo com a expectativa de problemas antitruste no Brasil", escreveu Genelot em e-mail em resposta à Bloomberg. O Carrefour também poderia estar interessado em outros ativos do Casino, como a rede de lojas Monoprix, a divisão de comércio eletrônico Cdiscount e alguns supermercados Franprix, escreveu.

Uma aliança entre as duas rivais, que operam em um mercado doméstico competitivo, "não pode ser descartada", especialmente se a autoridade antitruste francesa estiver disposta a ajustar seus cálculos de participação de mercado de uma forma que não exija alienações de lojas em grande escala, disse Genelot. Os problemas de concorrência seriam maiores em Paris, acrescentou o analista, que tem recomendação de compra para o Carrefour e neutra para o Casino.

Uma porta-voz do Carrefour não estava disponível para comentar o assunto. Um porta-voz do Casino não quis dar entrevista.

Não é a primeira vez que o mercado especula sobre uma possível fusão entre Carrefour e Casino. Em setembro, o Casino disse que teria recebido uma proposta do Carrefour, que na época negou ter feito qualquer oferta.

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