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Ola aproveita revés do Uber em Londres para contratar motoristas

Nate Lanxon

26/11/2019 16h24

(Bloomberg) -- Um dia depois do futuro do Uber Technologies em Londres ser colocado na berlinda, a rival Ola disse que começou a contratar motoristas na terça-feira e que planeja iniciar as operações na cidade dentro de semanas.

A expectativa era de que a Ola iniciasse as operações em Londres antes do fim do ano, mas a empresa agora espera um lançamento em janeiro, de acordo com uma pessoa com conhecimento direto do assunto que não quis ser identificada.

A empresa indiana de transporte por aplicativo, financiada pelo SoftBank, disse que já atendia "milhões" de clientes em outras cidades do Reino Unido, como Liverpool, Birmingham e Bristol, desde o início das operações no ano passado.

A empresa teve "conversas construtivas" com autoridades locais e seria "totalmente compatível" com as regras estabelecidas pela autoridade de trânsito Transport for London, disse Simon Smith, diretor internacional da Ola, em comunicado nesta terça-feira.

O Uber, líder de mercado, foi banido de Londres na segunda-feira pela TfL, que apontou falhas de segurança no aplicativo da empresa, que permitiu o registro de motoristas que falsificam identidades. A empresa disse que vai recorrer, mas a decisão deu aos concorrentes oportunidade de se aproveitar da repercussão negativa.

Em comunicado, a Ola disse que pretende iniciar os serviços em Londres com tecnologia e sistemas de reconhecimento facial de motoristas para "eliminar deturpações". O Uber disse na segunda-feira que também implantaria um sistema de reconhecimento facial em Londres, mas não disse quando. A Ola, controlada pela ANI Technologies, também é a maior rival do Uber na Índia.

Não faltarão concorrentes no lucrativo mercado do Reino Unido. A Bolt, financiada pela Daimler e antes conhecida como Taxificar, voltou a operar em Londres no mês de junho, mesma época em que a operadora francesa de limusines Kapten começou a oferecer serviços na capital britânica. A rival Wheely transferiu a sede de Moscou para Londres no início do ano.

Para contatar o editor responsável por esta notícia: Daniela Milanese, dmilanese@bloomberg.net