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Novo ambiente virtual de Wall Street pode durar além de pandemia

Cathy Chan e Katia Porzecanski

18/03/2020 14h34

(Bloomberg) -- Em Hong Kong, banqueiros aprenderam a fechar ofertas de ações por bate-papo por vídeo, e o Morgan Stanley prepara uma conferência virtual para mais de mil participantes. No gigante suíço UBS, executivos de gestão de patrimônio perceberam que viagens para visitar clientes não são tão cruciais quanto se pensava. Na Califórnia, um investidor de hedge fund disse que está agradavelmente surpreso com o quão mais rápido pode realizar reuniões remotamente.

O mundo de finanças virtual pode durar muito mais do que o coronavírus.

Em vários países, há sinais precoces de que algumas das medidas de emergência que Wall Street tem adotado para garantir a segurança de funcionários durante uma pandemia se tornarão prática duradoura em um setor que há muito valoriza o aperto de mão. É provável que isso incentive pais que se esforçaram para convencer chefes a deixá-los trabalhar em casa, bem como profissionais mais jovens que se sentem à vontade no desempenho digital de tarefas.

Grande parte da recepção positiva vem da Ásia, onde o vírus começou a causar estragos meses atrás, o que obrigou a enclausurar banqueiros. Esses profissionais acreditam que colegas de outros países também adotarão as mudanças, como em vendas e trading, à medida que a doença se propagar e o setor se sentir mais confortável com o uso de bate-papos por vídeo e outras tecnologias

"O surto criou a urgência de experimentar novas ideias", disse Mehdee Reza, chefe de distribuição de ações institucionais do Morgan Stanley na Ásia. Ele coordenará a cúpula anual de investidores da empresa em Hong Kong na próxima semana. As inscrições aumentaram 50% em relação ao ano passado quando o evento passou a ser on-line. O número de empresas participantes quadruplicou em relação às estimativas iniciais.

O banco de Nova York também promoveu outros eventos voltados para empresas financeiras europeias e indianas, também com maior número de participantes. A cúpula de Hong Kong já atraiu vários participantes de fora da Ásia pela primeira vez, incluindo Catar, Canadá e França, segundo Reza.

©2020 Bloomberg L.P.