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Alocação em dinheiro em maior nível desde 11/9, diz BofA

Ksenia Galouchko

14/04/2020 11h01

(Bloomberg) -- Os mercados acionários se recuperam em relação às mínimas de março, mas o pessimismo de investidores sobre os estragos econômicos da pandemia está em níveis "extremos", segundo pesquisa do Bank of America, acrescentando que as posições em dinheiro estão no nível mais alto desde os ataques terroristas de 11 de setembro.

Gestores têm evitado o risco, e as alocações em renda variável são as mais baixas desde a crise financeira de 2009, segundo levantamento realizado entre 1 e 7 de abril. As posições em dinheiro subiram para 5,9% em relação aos 5,1% em março, o que estrategistas do BofA veem como um pico do pessimismo.

Os mercados acionários globais subiram mais de 20% em relação às mínimas atingidas em março, impulsionados pelo otimismo em relação aos estímulos fiscais e monetários, além de uma desaceleração de novos casos de cronavírus em epicentros como Nova York e Espanha. No entanto, muitos participantes do mercado continuam hesitantes em determinar um piso para onda vendedora nos mercados acionários, pois o impacto econômico total dos confinamentos nacionais ainda é incerto.

Embora esses níveis elevados de dinheiro disparem o sinal de compra do BofA para ativos de risco, estrategistas liderados por Michael Hartnett recomendam realizar lucro com o índice S&P 500 entre 2.850 a 3.000 pontos, níveis 8,6% acima do fechamento de segunda-feira.

Uma parcela recorde de 93% dos gestores pesquisados espera recessão nos próximos 12 meses. Ao mesmo tempo, investidores acreditam que os cortes das projeções para o PIB global estão bastante defasados, enquanto as reduções do lucro por ação estão apenas começando.

Ao prever o ritmo da recuperação, 52% dos entrevistados esperam que seja em forma de U, ou onde indicadores econômicos aumentem gradualmente ao longo do tempo, em comparação com apenas 15% que projetam uma recuperação mais rápida em forma de V.

Os gestores pesquisados acreditam que o risco de default de crédito representa a maior ameaça aos mercados financeiros. Em meio a preocupações com fluxos de caixa reduzidos e alavancagem elevada, 79% dos investidores, um nível recorde, desejam que as empresas melhorem seus balanços. Quando perguntados sobre os maiores riscos de cauda, uma segunda onda de infecções por coronavírus foi identificada como o principal perigo, de acordo com o BofA.

A pesquisa global do Bank of America de abril foi realizada com 183 gestores que administram US$ 545 bilhões em ativos.

©2020 Bloomberg L.P.

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