Warren Buffett considera pessimistas sobre os EUA "completamente equivocados"

Washington, 29 fev (EFE).- O bilionário investidor americano Warren Buffett criticou a "análise negativa" e classificou como "completamente equivocadas" as pessoas que projetam um panorama econômico um sombrio para os EUA, em referência à atual campanha presidencial no país.

"Como resultado desta repetição negativa, muitos americanos acreditam agora que seus filhos não viverão tão bem como eles. Essa visão está completamente equivocada: os bebês nascidos nos EUA hoje serão a geração mais sortuda da história", afirmou Buffet, CEO da Berkshire Hathaway, em sua habitual carta anual aos acionistas divulgada neste fim de semana.

O magnata de 85 anos, conhecido como o "oráculo de Omaha" pela capacidade de investir e prever o sucesso empresarial, lembrou que "durante 240 anos foi um erro terrível apostar contra os EUA".

"Agora não é o momento de começar", disse o segundo homem mais rico dos Estados Unidos, com uma fortuna estimada de US$ 62 bilhões, superado apenas pelo cofundador da Microsoft Bill Gates.

Buffett, que já anunciou seu apoio à pré-candidata presidencial democrata Hillary Clinton, destoa do discurso de republicanos como Donald Trump, que assinalou que a liderança mundial dos EUA está ameaçada.

Em entrevista à "CNBC" nesta segunda-feira, Buffett admitiu que a economia parece "mais fraca" que o previsto há alguns meses, mas disse acreditar em uma recuperação nos próximos meses e negou estar preocupado com a volatilidade financeira.

O bilionário reconheceu que apesar de os avanços em produtividade terem oferecido grandes benefícios à economia, é certo que alguns trabalhadores ficaram para trás.

"A resposta para essas alterações não é restringir as ações que aumentam a produtividade. A solução passa por um conjunto de redes de segurança para oferecer uma vida decente àqueles que querem trabalhar, mas percebem que suas habilidades específicas têm pouco valor pelas forças do mercado", analisou.

A Berkshire Hathaway, que possui participações em empresas como Wal-Mart, American Express, Coca-Cola e Wells Fargo, registrou lucro líquido de US$ 24,8 bilhões em 2015.

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