EUA atribuem pagamento de dívida da Argentina a "mudança radical" de Macri

Washington, 22 abr (EFE).- O governo dos Estados Unidos atribuiu nesta sexta-feira o fim do litígio de décadas entre a Argentina e fundos de investimento credores de dívida em tribunais de Nova York à "mudança radical" liderada pelo presidente argentino, Mauricio Macri.

"Ao tomar ações decisivas para resolver uma disputa de longa data, a Argentina está virando a página de um difícil período de sua história", ressaltou hoje em comunicado o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Jacob Lew.

O país sul-americano pagou hoje US$ 9,3 bilhões aos credores com os quais mantinha há uma década um complicado litígio nos tribunais de Nova York por bônus em moratória desde o fim de 2001, um pagamento com o qual a Argentina espera normalizar sua relação com os mercados financeiros.

"O retorno da Argentina aos mercados internacionais e a reinserção na economia mundial representam um marco importante não só para a Argentina, mas para todo o sistema financeiro global", ressaltou Lew.

O pagamento de hoje foi estipulado pela Argentina com os credores, liderados pelo fundo de investimento NML, após uma dura batalha judicial iniciada em 2005 que terminou com uma sentença do juiz nova-iorquino Thomas Griesa a favor das partes que exigiam compensações.

Depois que o governo de Cristina Kirchner se negou a cumprir a sentença, Macri, que assumiu o cargo em dezembro, iniciou uma rápida negociação para pagar aos credores envolvidos no litígio e também a outros com exigências, mas não incluídos no julgamento em Nova York.

Em comunicado, Lew ressaltou que o fim do litígio e o pagamento aos credores "é testemunho da mudança política radical do presidente Macri", assim como "o produto de uma nova direção na Argentina", em linha com o que já disse o presidente americano, Barack Obama, em março durante visita a Buenos Aires.

Durante essa visita, Obama quis deixar para trás uma época de tensões com a antecessora de Macri, Cristina Kirchner, para recuperar a Argentina como um aliado regional.

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