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Cazaquistão luta para se tornar "ponte" entre Europa e Ásia

Astana, 25 mai (EFE).- O Cazaquistão procura se beneficiar de sua posição geográfica e se transformar em uma "ponte" entre Europa e Ásia graças à construção de fortes relações econômicas com seus vizinhos da Rússia e China, explicou nesta quarta-feira o primeiro-ministro cazaque, Karin Massimov, na abertura do IX Fórum Econômico de Astana.

Massimov sustentou que o projeto de desenvolvimento multinacional "One Belt, One Road" está se transformando em um dos maiores projetos do século XXI.

"O projeto une quase 3/4 da população mundial e cria outro sistema de interação e cooperação que promoverá uma troca além da fronteira, mais investimento, mais cooperação empresarial e mais diversificação em nossos países", explicou.

O primeiro-ministro também lembrou que seu país apoia esta iniciativa desde 2012, quando o presidente da China Xi Jinping o iniciou e depois se desenvolveu no âmbito da política, do comércio, do transporte e do setor financeiro.

"É nossa história comum. O desenvolvimento e a prosperidade são nossas aspirações comuns", sustentou Massimov.

Por sua vez, o novo ministro da Economia cazaque, Kuandyk Bishimbayev, disse que seu país pode se transformar em um centro de investimento para a União Econômica Euroasiática (UEE), integrada pelo Cazaquistão, Armênia, Belarus e Rússia.

"Vamos transformar o Cazaquistão em um centro de investimento da União Econômica Euroasiática, o que atrairá os investidores estrangeiros, que poderão utilizar nosso país como uma plataforma para a expansão de suas atividades com os demais membros da União", afirmou Bishimbayev.

Para o líder, o Cazaquistão alcançou o melhor índice de condições de negócios em comparação com outros membros da UEE.

Bishimbayev lembrou que em 2015 seu país se transformou em um membro permanente da Organização Mundial do Comércio (OMC) e que é integrado nos processos comerciais globais.

Bishimbayev se referiu também ao acordo de associação e cooperação reforçada entre Cazaquistão e a União Europeia (UE), que melhorará os laços econômicos entre ambos parceiros.

O Fórum Econômico de Astana reúne entre hoje e amanhã 3 mil dirigentes mundiais, economistas, prêmios Nobel e organizações internacionais, que analisarão a nova realidade econômica mundial.

O encontro de dois dias de duração contará com destacados palestrantes como Edward Prescott, Christopher Pissarides e Thomas Sargent, ganhadores do prêmio Nobel de Economia em 2004, 2010 e 2011 respectivamente, a diretora-gerente do FMI, Christine Lagarde, o diretor-geral da OMC, Roberto Azevêdo e Frédéric Jenny, presidente do Comitê de Concorrência de a OCDE.

Também está prevista a participação amanhã de outras personalidades como o fundador do Grupo AliBaba, Jack Ma, do presidente do Banco Europeu para a Reconstrução e o Desenvolvimento (Berd), Suma Chakrabarti e de um diretor da Universidade de Colúmbia, Jeffrey Sachs, assim como do presidente cazaque, Nursultan Nazarbayev.

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