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Odebrecht TransPort reforça caixa com R$ 625 milhões para investimentos

São Paulo, 30 jun (EFE).- A Odebrecht TransPort, empresa de mobilidade urbana, rodovias, aeroportos e logística da Organização Odebrecht, anunciou nesta quinta-feira uma série operações que vão reforçar seu caixa em R$ 625 milhões "para dar continuidade a investimentos que contribuem para a melhoria da infraestrutura, a retomada do crescimento econômico do país e a criação de empregos", de acordo com o presidente da companhia, Paulo Cesena.

Uma das transações da Odebrecht TransPort, que está em fase de aprovação por seu Conselho de Administração, será a emissão, por parte de sua subsidiária integral Odebrecht Rodovias, de debêntures privadas com prazo de 5 anos no valor de R$ 350 milhões.

Além disso, a Odebrecht Rodovias assinou com a CCR um contrato de compra e venda pelo qual transferirá integralmente sua participação acionária na concessionária ViaRio, no Rio de Janeiro.

A ViaRio, que será inaugurada em breve, é uma via expressa que ligará a Barra da Tijuca a Deodoro e conecta as maiores instalações dos Jogos Olímpicos, como a Vila dos Atletas, o Parque Olímpico e o Parque Radical. Nela, a Odebrecht Rodovias divide a sociedade de forma igual com a CCR e a Invepar, cada uma com 33,33%.

Além disso, a Montgomery, outra subsidiária da Odebrecht TransPort, também recebeu da CCR proposta firme para a compra dos seus 15% de participação na ViaQuatro. Trata-se da concessionária da Linha 4 Amarela de metrô em São Paulo, que liga o Centro à Zona Oeste. Atualmente, a CCR detém 60% da ViaQuatro; a Odebrecht TransPort, via Montgomery, 15%; a RuasInvest, também 15%; e a Mitsui, 10%.

Como no caso da ViaRio, a efetivação da transação da ViaQuatro depende de autorizações legais. Ambas as operações representam para a Odebrecht TransPort e suas subsidiárias a entrada em caixa de R$ 275 milhões.

A Odebrecht TransPort informou em comunicado que "as operações agora realizadas decorrem da análise, que deve ser contínua e permanente, da situação do país e dos mercados, considerando, entre outros pontos, a necessidade de desmobilização total ou parcial de participação acionária em ativos que não sejam considerados estratégicos".

"A crise econômica e a forte retração do crédito disponível para financiar projetos nos obrigaram a reavaliar as nossas opções estratégicas, particularmente associadas à alocação de capital e diversidade de negócios", disse o diretor financeiro da Odebrecht TransPort, Marcelo Felberg.

"O nosso foco será nos projetos em carteira nos quais temos controle acionário ou participação significativa e que também ofereçam oportunidades de crescimento, escala e perfil de risco ajustado ao retorno adequado", acrescentou.

Para Paulo Cesena, "medidas do governo federal estão sinalizando a possibilidade de recuperação de um ambiente propício ao investimento".

"Estou confiante em que a equipe econômica criará mecanismos eficientes de financiamento que sirvam tanto aos projetos das fases anteriores do Programa de Investimentos em Logística como às futuras concessões, pois esta é a maneira mais rápida de atrair investidores, criar empregos e colocar em funcionamento o relógio do crescimento econômico", argumentou Cesena.

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