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Obama reafirma compromisso com TPP como única alternativa para globalização

Washington, 2 ago (EFE).- O presidente dos Estados Unidos Barack Obama reafirmou nesta terça-feira seu compromisso com o Acordo de Associação Transpacífico (TPP, sigla em inglês), muito questionado dentro de seu país e pendente de ratificação no Congresso, ao apresentá-lo como a única alternativa para que sua nação se beneficie da globalização econômica.

Durante uma entrevista coletiva conjunta com o primeiro-ministro de Cingapura, Lee Hsien Loong, Obama admitiu que os "medos" e "preocupações" gerados pelo TPP "são legítimos" e "não podem ser ignorados".

"Mas a resposta não pode ser o afastamento do comércio em uma economia global", advertiu o presidente dos EUA, que acrescentou que "a resposta é garantir que a globalização e o comércio estejam trabalhando para nós, não contra nós".

Do TPP fazem parte 12 países, entre eles EUA e Cingapura, mas o acordo está pendente de ratificação no Congresso americano e é rejeitado pelos dois candidatos a substituir Obama na Casa Branca, o republicano Donald Trump e a democrata Hillary Clinton.

Não é só Hillary que se opõe ao TPP, apesar de tê-lo apoiado antes, mas a maioria dos democratas no Congresso também o rejeitam.

"Atualmente, eu sou o presidente e sou favorável a ele (o TPP). E acredito que tenho o melhor argumento", enfatizou hoje Obama.

O presidente acredita que, depois das eleições presidenciais de 8 de novembro nos EUA, "haverá mais atenção" para os "fatos reais" por trás do TPP.

Ao defender esse acordo, Obama sustentou que os Estados Unidos não podem "separar" seus interesses econômicos daqueles relacionados com a segurança, para alertar depois que, se o TPP não for em frente, será a China quem estabelecerá as regras do comércio na região da Ásia-Pacífico.

O primeiro-ministro de Cingapura, por sua vez, comentou que espera que o Congresso dos Estados Unidos "ratifique (o TPP) em breve".

"O TPP não só beneficiará os trabalhadores e empresas americanas, mas (sua ratificação) enviará também um sinal claro e vital de que os Estados Unidos seguirão liderando na região da Ásia-Pacífico", enfatizou Lee Hsien Loong.

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