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Ex-líder conservador pede a May que negocie "Brexit" "o mais rápido possível"

Londres, 21 ago (EFE).- O ex-líder do Partido Conservador britânico Iain Duncan Smith pediu à primeira-ministra, Theresa May, que inicie as negociações para efetuar o "Brexit" (saída do Reino Unido da UE) "o mais rápido possível", em artigo publicado neste domingo pelo jornal por "The Sun".

Nesse jornal, Duncan Smith acusou os partidários da permanência do país na União Europeia (UE) de tentar atrasar a ativação do Artigo 50, necessária para começar o processo de dois anos estipulado para deixar o bloco comunitário.

As declarações do político, um dos porta-bandeiras do eurocepticismo nas fileiras do Partido Conservador e um dos herdeiros políticos de Margaret Thatcher, chegam depois que May indicou que não invocaria dito artigo neste ano.

Por sua vez, Duncan Smith, que liderou o partido entre 2001 e 2003 com um programa baseado na defesa da independência do Reino Unido frente à UE e a força da libra esterlina com relação ao euro, considerou que o processo de saída do bloco europeu após o triunfo do "Brexit" no referendo europeu de 23 de junho deveria iniciar "no começo" de 2017.

O ex-titular de Trabalho e Previdência opinou que "durante muito tempo" a permanência na UE "debilitou a confiança e a auto-estima dos britânicos", que agora têm "a chance de acreditar de novo no Reino Unido".

"Deixem que a gente saía o mais rápido possível, para poder continuar e conseguir o máximo de nossa nova independência", afirmou o político, que também não acredita que este país necessite de um acordo que lhe permita seguir sendo parte do mercado único europeu.

Segundo ele, "estar fora devolve controle sobre a legislação e as fronteiras e liberta o Reino Unido das regulações da UE" permitindo a este país, "como economia do setor serviços, posicionar-se globalmente", estabelecer seus acordos comerciais e competir "internacionalmente, em particular em serviços financeiros".

O governo de Londres reiterou há poucos dias que não iniciará as negociações para deixar a União Europeia antes do final de ano.

O Executivo de Theresa May já tinha indicado que não tem intenção de invocar o Artigo 50, que estabelece um período legal de dois anos para concordar com Bruxelas os termos da separação, até o final de 2016 ou começo de 2017, o que fixaria a data do "Brexit" para o início de 2019.

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