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Dívida de grandes petrolíferas duplica em 2 anos devido à crise de preços

Nova York, 24 ago (EFE).- A dívida das quatro maiores petrolíferas do mundo duplicou nos últimos dois anos por causa da crise de preços do petróleo no mercado internacional, publicou nesta quarta-feira o "The Wall Street Journal".

As americanas Exxon Mobil e Chevron, a anglo-holandesa Royal Dutch Shell e a britânica BP acumulam atualmente uma dívida conjunta de US$ 184 bilhões, o que representa o dobro de 2014, quando as cotações do barril começaram a cair no mercado internacional.

O barril Petróleo Intermediário do Texas (WTI, leve), de referência nos Estados Unidos, passou de US$ 107 em meados de 2014 para US$ 27 no início deste ano. Hoje está abaixo de US$ 50.

A queda do petróleo teve um forte impacto nos resultados trimestrais das grandes firmas energéticas do mundo, como no caso da Chevron, que não só reduziu seus lucros, mas já acumula dois trimestres consecutivos de perdas.

Nos últimos meses, os executivos dessas quatro gigantes petrolíferas trataram de acalmar os mercados assegurando que serão capazes de gerar suficiente fluxo de caixa em 2017 para financiar novos investimentos e seguir pagando dividendos.

Mas alguns acionistas já se mostraram céticos. Michal Hulme, diretor de um fundo de investimentos com posições na Shell e na Exxon Mobil, afirmou ao "The Wall Street Journal" que manter os atuais dividendos de US$ 50 ou US$ 60 é "insustentável".

As petrolíferas respondem a essas dúvidas assegurando que contam com diferentes instrumentos para enfrentar o problema da dívida, desde a venda de ativos até oferecer aos acionistas mais papéis das empresas em vez de pagar os dividendos em dinheiro.

"A pergunta que muitos se fazem é saber se poderão aguentar o restante do ano e o seguinte sem fazer algo radical como cortar os dividendos", afirmou o analista Iain Reid, da Macquarie Capital.

No caso da Exxon Mobil, o executivo-chefe da empresa, Rex Tillerson, garantiu recentemente que mantem seu compromisso de seguir pagando dividendos, e lembrou que estão a mais de três décadas aumentando os pagamentos de dividendos aos acionistas.

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