Reino Unido garante compromisso com comércio internacional apesar do Brexit

Genebra, 27 set (EFE).- O Reino Unido deu garantias ao mundo nesta terça-feira sobre seu compromisso com o sistema internacional de comércio e garantiu que não será gerado "um vazio legal" neste âmbito quando se concretizar sua saída (Brexit) da União Europeia (UE).

Em discurso pronunciado em um evento da Organização Mundial do Comércio (OMC), o ministro britânico de Comércio Internacional, Liam Fox, enfatizou que seu país é membro pleno e fundador da OMC.

"O Reino Unido continuará cumprindo com seus compromissos depois que deixar a União Europeia", afirmou.

O discurso do ministro britânico levantou expectativas já que havia esperança de que delinearia a maneira como Londres espera enfrentar sua filiação à OMC uma vez que deixe de ser membro do bloco comunitário.

Muitos dos acordos comerciais -incluídos os que se referem a tarifas tarifárias e barreiras não tarifárias- que o Reino Unido aplica em seus intercâmbios comerciais foram negociados como parte do mercado comum da UE.

Londres ainda não foi claro quanto à vontade de se manter como parte do mercado único (união aduaneira) ou, ao contrário, sair completamente das estruturas de comércio que são administradas desde Bruxelas.

A respeito, Fox reconheceu que muitos dos termos vigentes em sua filiação à OMC "estão atualmente compartilhados com o resto da União Europeia".

No entanto, disse que a saída do bloco "não nos deterá na busca de uma agenda comercial mais liberalizada".

Através de seu ministro, o Reino Unido reconheceu que a OMC constitui a base do sistema de comércio internacional e que apontar as regras comerciais ao contar com "meios para fazê-las cumprir".

A OMC conta com um sistema de solução de controversas baseado-se em um mecanismos de arbitragem dos litígios comerciais entre seus Estados-membros.

Fox garantiu que a decisão do povo britânico de deixar a União Europeia "não é sintomática de um desejo de olhar para dentro, mas da vontade do povo de tomar o controle de suas leis, de seu dinheiro e de suas fronteiras".

"Estamos orgulhosos de ser uma nação comercial que olha para fora", acrescentou o ministro, que opinou que a separação permitirá a seu país ser mais transparente, aberto e construir um entorno de comércio mais liberal.

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