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China defende área de livre-comércio para gerar prosperidade na Ásia-Pacífico

Lima, 19 nov (EFE).- O presidente da China, Xi Jinping, defendeu neste sábado a construção de uma área de livre-comércio como a estratégia que permitirá a prosperidade em longo prazo na região integrada pelos países do Fórum de Cooperação Econômica da Ásia-Pacífico (Apec, sigla em inglês).

"Precisamos de um marco de cooperação regional, que dê igualdade de consulta e participação conjunta, além de benefícios compartilhados. Regras fechadas e excludentes não são a opção correta. Assim, construir uma área de livre-comércio da Ásia-Pacífico é uma iniciativa estratégica para a prosperidade em longo prazo", disse Xi Jinping em seu discurso no fórum empresarial do bloco, que acontece em Lima, no Peru.

A criação de uma área de livre-comércio entre as 21 economias da Apec será o tema analisado entre hoje e amanhã pelos líderes do bloco, segundo um acordo antecipado pelos ministros das Relações Exteriores e Comércio Exterior do grupo.

O líder chinês destacou que as economias da Ásia-Pacífico estão em uma situação incrível, com crescimento contínuo e múltiplos desafios, e defendeu "a promoção de uma economia aberta e integrada".

"A abertura é vital para a prosperidade da Ásia-Pacífico. Graças à Apec, as economias do bloco podem conseguir a liberalização e facilitar o comércio", opinou Xi.

O líder chinês acrescentou que as economias da Ásia-Pacífico estão enfrentando a pressão de lidar com uma lentidão no crescimento do comércio, que está abaixo do aumento do produto interno bruto (PIB) na região.

Para Xi, isso acontece porque a região está lidando com muitos desafios, incluindo "a fragmentação na cooperação regional".

"Para qualquer acerto regional, comercial, para que tenha grande apoio ele tem que ser aberto, inclusivo, e deve beneficiar a todos", enfatizou o líder da segunda maior economia do mundo.

No debate sobre entre os que apoiam e os que criticam a globalização, Xi Jinping opinou que esse processo "está de acordo com a lei da economia e traz benefícios a todos".

"Por outro lado, é uma faca de dois gumes: promoveu o desenvolvimento global, enquanto trouxe novos desafios com os quais temos que lidar", reconheceu o líder asiático.

Xi destacou que Apec deve muito de seu crescimento à globalização e os países-membros necessitam reconhecer as dinâmicas em transformação e assumir novos papéis e oportunidades, mas, ao mesmo tempo, é um processo que também "trouxe novos problemas".

"Temos que promover a igualdade, a justiça (...) e que a globalização seja mais resiliente, inclusiva e sustentável, de tal maneira que as pessoas obtenham sua parte justa de bem-estar", acrescentou o presidente da China.

Xi também adiantou que seu país dará passos na reforma da estrutura do Estado, em inovação para o desenvolvimento, que estimulará investimentos estrangeiros e a criação de áreas-piloto para fomentar o crescimento do comércio.

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