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Venezuela limita entrada e saída de dinheiro por pessoa no país

Caracas, 15 dez (EFE).- O Banco Central da Venezuela (BCV) definiu nesta quinta-feira os limites de dinheiro, em moeda nacional, com os quais uma pessoa pode atravessar a fronteira, medida ditada em meio aos supostos ataques ao bolívar venezuelano que levaram o governo a dizer que enfrenta uma nova emergência econômica.

Os venezuelanos que entrarem ou saírem do território nacional poderão levar consigo até 306 unidades tributárias, que equivalem a 54.162 bolívares, cerca de R$ 277, caso a saída ou a entrada tenha sido feita através de um aeroporto internacional ou um porto marítimo, informou o BCV em resolução oficial.

Se o procedimento for feito através das passagens de fronteira, as pessoas poderão carregar até 200 unidades tributárias, ou seja 35.400 bolívares, o equivalente a R$ 182.

"Acima dos limites máximos antes indicados, fica expressamente proibida a entrada ou saída de espécies monetárias representativas do bolívar do território", indica a norma.

O BCV também detalha que o ouro amoedado, em liga metálica, ou de qualquer forma diferente de joias, assim como as moedas estrangeiras, que não tenham sido declarado será retido pelas autoridades e colocado à ordem da instituição financeira.

Além disso, estabelece que para os não residentes na Venezuela o pagamento do combustível nos postos de gasolina localizados nas zonas fronteiriças deve ser realizado unicamente em moeda estrangeira, enquanto que para os comércios os cidadãos de outros países deverão usar meios de pagamento eletrônicos em contas estrangeiras.

O governo venezuelano afirmou que mais de 300 bilhões de bolívares em cédulas de 100 foram tirados do país, para desestabilizar a economia nacional, o que representa a metade do total de cédulas desse valor em circulação na Venezuela.

Para lutar contra isso, o governo anunciou que deixará sem efeito o valor dessas cédulas e deu três dias aos cidadãos para que as depositem nas entidades bancárias.

As autoridades venezuelanas estão atualmente mobilizadas na fronteira sudoeste do país com a Colômbia, fechada desde segunda-feira, para impedir que cédulas do exterior ingressem no país. Desde então, foram expropriadas 882 mil cédulas de 100 bolívares.

A partir desta quinta-feira deveria, de acordo com o anunciado pelo BCV, começar a circular uma nova série de cédulas e moedas que substituirá a atual, fortemente diminuída pela inflação.

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