BM prevê leve aceleração da economia global para 2,7% em 2017

Washington, 10 jan (EFE).- O Banco Mundial (BM) previu nesta terça-feira uma leve aceleração da economia mundial para um crescimento de 2,7% em 2017, graças à recuperação de grandes mercados emergentes, como Brasil e Rússia, e ao maior estímulo fiscal esperado em economias avançadas como os Estados Unidos.

Este número deixa para trás os 2,3% de expansão global registrados em 2016, o menor desde a crise financeira de 2008, segundo a organização com sede em Washington.

"Após anos de um crescimento global desalentador, estamos encorajados por vermos projeções econômicas mais fortes no horizonte", disse Jim Yong Kim, presidente do BM, em um comunicado de imprensa.

O boletim semestral "Perspectivas Econômicas Globais", do BM, projetou um panorama de riscos complexo, com uma possível alta do crescimento caso se concretizem os planos de estímulo fiscal nos Estados Unidos no novo governo do presidente eleito Donald Trump e crescentes dúvidas geradas pela queda nos investimentos nos mercados emergentes.

Para os EUA, maior economia global, o BM prevê uma expansão de 2,2% em 2017, após a de 1,6% do ano passado.

"Devido ao enorme papel que os Estados Unidos possuem na economia global, as mudanças em seu rumo político podem ter efeitos de contágio. Uma maior política fiscal expansiva pode gerar mais crescimento tanto dentro como fora do país a longo prazo, mas as mudanças em política comercial podem equilibrar estes benefícios", afirmou Ayhan Kose, diretor do relatório.

Trump prometeu notáveis cortes de impostos nos EUA e um multimilionário plano de investimentos em infraestruturas, assim como a aplicação de políticas comerciais protecionistas.

No que se refere aos mercados emergentes, a América Latina voltará ao crescimento positivo em 2017, de 1,2%, após dois anos consecutivos de recessão, e será impulsionada pela recuperação no Brasil, que deixará a recessão e crescerá 0,5% neste ano. Já a Argentina, de acordo com o BM, crescerá ainda mais, 2,7%.

Na região, o México verá suas expectativas de crescimento desacelerarem para 1,8%, como consequência da diminuição nos investimentos em meio à incerteza política nos EUA.

Na Ásia, os dois grandes motores China e Índia mantêm sólidas tendências. A primeira, imersa em processo de reequilíbrio do modelo econômico, crescerá 6,5% neste ano, e a segunda continuará com taxas superiores a 7,5% nos próximos dois anos.

Por sua vez, a Rússia também deve retornar ao caminho positivo após dois anos de crescimento negativo, com ganho de 1,5%, segundo o Banco Mundial.

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