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Venezuela substituirá dólar por outras moedas em contratos públicos

Caracas, 9 set (EFE).- O Estado venezuelano deixará a partir deste momento de assinar contratos públicos em dólares e obrigará as empresas que queiram fazer negócio com o governo a escolherem outras moedas, entre elas o iuane, o rublo, a rupia e o euro, informou neste sábado a imprensa local.

O anúncio foi feito na última quinta-feira pelo vice-presidente da Venezuela, Tareck El Aissami, um dia após o presidente Nicolás Maduro anunciar a implementação de "um novo sistema de pagamento internacional" alternativo ao dólar como resposta às sanções econômicas impostas pelos Estados Unidos contra o país caribenho.

"Todas as empresas que vão contratar ou fazer algum tipo de contrato com o Estado venezuelano usarão uma moeda diferente do dólar", disse Aissami em um pronunciamento durante o "Fórum Político e Econômico para o Desenvolvimento Produtivo".

"Faço um chamado a todos os fornecedores da Venezuela, fornecedores do Estado venezuelano, que nos preparemos para migrar a um novo grupo de moedas", afirmou.

O vice-presidente incentivou o setor "produtivo nacional privado" a "pedir aos seus bancos privados" que "comecem também a abrir bancos correspondentes na Rússia, China, Índia, Europa, etc", assim como já têm nos EUA.

O presidente americano, Donald Trump, assinou em agosto uma ordem executiva na qual proíbe as "negociações em dívida nova e capital emitida pelo governo da Venezuela e sua companhia petrolífera estatal".

A medida da Casa Branca proíbe também as "negociações com certos bônus existentes do setor público venezuelano, bem como pagamentos de dividendos ao governo da Venezuela", que Washington acusa de tentar instaurar uma ditadura.

"Nós já estamos preparados para iniciar convênios comerciais nacionais e internacionais em diferentes moedas conversíveis para nos livrarmos da agressão e da chantagem do uso do dólar como mecanismo de comércio internacional", concluiu Aissami.

Outra das medidas será o fim dos leilões de dólares através do sistema "Dicom", com o qual o governo venezuelano - que tem o monopólio da venda de moedas - atribui dólares ao setor privado um tipo de câmbio preferencial.

Caracas acusa os EUA e os comerciantes venezuelanos de fazer uma "guerra econômica" contra a Venezuela através da cotação do dólar no mercado livre e da especulação, à qual o governo de Maduro atribui o desabastecimento e a inflação galopante no país.

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