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Uruguai cogita ir ao Mercosul e à OMC por conflito do leite com o Brasil

Montevidéu, 11 out (EFE).- O ministro de Pecuária do Uruguai, Tabaré Aguerre, afirmou nesta quarta-feira (11) que o Uruguai não descarta recorrer aos órgãos de solução de controvérsias do Mercosul e da OMC (Organização Mundial do Comércio) para questionar a decisão do Brasil de suspender a importação de leite do país.

As declarações de Aguerre ocorrem depois de o Brasil ter suspendido temporariamente as licenças de importação do leite do Uruguai até que se examine a verdadeira origem do produto, que entra no país livre de tarifas por causa do Mercosul.

O governo do Uruguai tinha decidido, como resposta, adotar medidas restritivas em relação a caminhões brasileiros, mas desistiu depois de um veículo uruguaio ter conseguido cruzar a fronteira.

Aguerre afirmou que seu governo tem a "mais forte e determinada certeza" de defender os interesses do Uruguai.

"Quando há controvérias, há caminhos para resolvê-las. Mas nossos produtores, nossos trabalhadores e nossos cidadãos precisam receber uma mensagem de que o nosso governo tomará decisões que busquem o caminho da racionalidade diante de medidas irracionais", destacou.

Além disso, o ministro indicou que lamenta "profundamente" ter que tomar esse tipo de medida porque há "regras claras no jogo".

"Avaliaremos amanhã essa situação com uma visão ampla. Obviamente, confiamos que isso se resolverá no nível mais alto do ponto de vista político, pela história dos dois países", explicou.

Para Aguerre, Brasil e Uruguai, como parceiros do Mercosul, devem se apresentar para o mundo em uma "posição harmônia" e não exarcebar uma visão que ressalte "diferenças menores" como essa.

"O Uruguai é um país que exporta 78% de seus bens provenientes do setor agropecuário e agroindustrial. Sabemos que são os setores com o comércio mais distorcido do mundo e é por isso que procuramos que as regras do jogo sejam justas", ressaltou Aguerre.

O chanceler do Uruguai, Rodolfo Nin Novoa, disse ser difícil antecipar qual será o resultado da crise quando as decisões são tomadas de forma unilateral, caso da medida aplicada pelo Brasil.

"Nem sequer fomos advertidos, avisados ou notificados da decisão que eles tomaram. Então, nessa medida, não é possível se antecipar e ter um antídoto para ela. Isso ocorre somente com base em negociações, diálogo, diplomacia. Se isso faltou de algum lado, não foi do nosso", afirmou o chanceler.
 

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