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Mais de 600 mineradores cazaques estão há 5 dias em greve debaixo da terra

15/12/2017 10h26

Astana, 15 dez (EFE).- Mais de 600 mineradores de carvão completam hoje cinco dias de greve no interior da mina na qual trabalham na região de Qaraghandy, no sul do Cazaquistão.

Os mineradores se negam a subir à superfície até que a empresa ArcelorMittal, a maior metalúrgica do mundo, satisfaça suas exigências, entre elas dobrar os salários e antecipar a idade de aposentadoria para os 50 anos.

"Os trabalhadores não negociam com a direção da ArcelorMittal Temirtau (filial da empresa) e exigem um aumento salarial de 100%. No entanto, a companhia não pode atender o pedido, porque afetaria sua rentabilidade", disse à Agência Efe a porta-voz da companhia, Tatiana Bogomolova.

O Governo cazaque contatou diretamente o proprietário da multinacional, Lakshmi Niwas Mittal, para tentar ajudar na solução do conflito trabalhista.

A filial cazaque da ArcelorMittal aceitou negociar com os trabalhadores, mas exigiu que os mineradores subam para a superfície.

"A ArcelorMittal Temirtau está pronta para começar imediatamente as negociações com os representantes dos mineradores. Mas a direção exige que todos eles subam. Se aceitarem esta condição, o empregador garante a ausência de sanções", afirma um comunicado do Governo regional de Qaraghandy.

A filial cazaque da ArcelorMittal é a maior empresa do setor minerador e metalúrgico do país centro-asiático, e tem oito minas na região de Qaraghandy.

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