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Antes de conversão monetária, Maduro eleva salário mínimo da Venezuela

17/08/2018 22h40

Caracas, 17 ago (EFE).- O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, elevou nesta sexta-feira o salário mínimo do país, uma medida anunciada antes da conversão monetária marcada para entrar em vigor na próxima segunda-feira.

O salário mínimo passará de 5.196.000 bolívares (US$ 20,8 no câmbio oficial ou US$ 1,3 no câmbio paralelo) para 180.000.000 bolívares (US$ 728 ou US$ 45,5). Os valores, segundo o presidente, serão pagos já na nova moeda do país, batizado como bolívar soberano, que terá cinco zeros a menos do que a divisa atual.

"Fixei o salário mínimo, as pensões e a base salarial para todos. Os trabalhadores merecem 1.800 bolívares (soberanos) de salário", anunciou o presidente da Venezuela.

Maduro explicou que 1 petro, a criptomoeda do governo, terá valor de 3,6 mil bolívares soberanos. E a moeda digital será usada pelo regime para lastrear a nova divisa que entrará em vigor no país.

"Quero anunciar que o novo salário mínimo é baseado e ancorado no petro, ele estará ancorado no petro para sua recuperação", afirmou.

Maduro explicou que os aposentados receberão o mesmo reajuste a partir do dia 20 de agosto. E disse que, na segunda-feira, os 10 milhões de inscritos no programa Carteira da Pátria, muito criticado pela oposição, ganharão um bônus de 600 bolívares soberanos.

O adicional, explicou Maduro, servirá para que a população se adapte melhor à conversão monetária.

O presidente ainda informou que o governo assumirá nos próximos 90 dias o diferencial da relação salarial de toda pequena e média indústria do país para não haver impacto sobre a inflação.

Segundo Maduro, a medida abrangerá empresas públicas e privadas para que não haja "desculpas" para elevar os preços no país.

"Temos que retomar o papel do Estado como grande regulador, como grande autoridade de governo para fazer valer regras econômicas", disse Maduro.

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