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Economia venezuelana encolheu 50% desde 2013, segundo parlamento opositor

12/09/2018 17h48Atualizada em 12/09/2018 19h39

Caracas, 12 set (EFE).- A atividade econômica da Venezuela encolheu 50,61% desde que o presidente Nicolás Maduro assumiu o cargo em 2013, segundo informou nesta quarta-feira a Comissão de Finanças da Assembleia Nacional (AN), que é controlada pela oposição.

O deputado Ángel Alvarado detalhou que, apenas no primeiro semestre de 2018, a atividade econômica caiu 25% em relação ao mesmo período de 2017.

Alvarado argumentou que a origem da crise econômica está na queda da produção de petróleo e da atividade do setor comercial.

"O país com as maiores reservas petrolíferas do mundo produz menos petróleo que outros (...). De qualquer ponto de vista é injustificável, inaceitável que a produção petrolífera venezuelana (...) seja de apenas 1,2 milhão de barris de petróleo", lamentou o parlamentar.

Alvarado reiterou também que a queda já registrada no setor comercial será intensificada pelo fechamento de mais empresas "devido às medidas econômicas de 20 de agosto (...) gerando maior desemprego, maior fome e maior problema para a família venezuelana".

O governo de Maduro iniciou em agosto uma conversão monetária que tirou cinco zeros da moeda e fez começar a circular uma nova família de cédulas com denominações mais ajustadas à hiperinflação.

O governo também multiplicou por 35 o salário mínimo legal, junto com medidas como o congelamento de preços de alimentos básicos, a desvalorização de 95,8% na moeda, a alta de impostos e o aumento das tarifas de transporte.

Segundo o parlamentar isto é consequência de "um modelo político de controles, de expropriações" que transformou a Venezuela no "país mais pobre da América Latina tendo o potencial para ser o mais rico da região e do mundo".

"Essa é a razão pela qual o povo venezuelano está fugindo pelos Andes sul-americanos, fugindo desta crise, fugindo da fome, fugindo da miséria", frisou Alvarado.

Segundo dados divulgados pelas Nações Unidas, cerca de 2,3 milhões de venezuelanos fugiram do país desde 2014, com destino, principalmente, a Colômbia, Equador, Peru e Brasil.

Apesar dos números, o governo de Maduro nega que exista um êxodo em massa de seus cidadãos e alega que o fluxo migratório do país é "normal".

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