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China promete acelerar abertura econômica e dar condições iguais a empresas

19/09/2018 10h16

Pequim, 19 set (EFE).- A China ampliará o ritmo de abertura de sua economia e garantirá igualdade de condições - incluindo a proteção do direito à propriedade intelectual - para empresas nacionais e estrangeiras no acesso ao mercado local, prometeu nesta quarta-feira o primeiro-ministro do país, Li Keqiang.

Em discurso no Fórum Econômico Mundial, que acontece na cidade de Tianjin, Li reforçou o compromisso da China em avançar na abertura econômica e reiterou a promessa que o país atenderá às demandas ocidentais. Em plena guerra comercial com os Estados Unidos, ele garantiu que o país se abrirá mais e de forma mais rápida.

"Continuaremos trabalhando forte para avançar na reforma e na abertura e para melhorar o ambiente empresarial. Garantiremos que todas as empresas registradas na China, estrangeiras ou nacionais, serão tratadas com igualdade, tenham o mesmo acesso às medidas de estímulo e de redução de impostos do governo", ressaltou.

De acordo com ele, as autoridades irão trabalhar na implantação desta regulação e, caso não seja assim, as empresas estrangeiras poderão apresentar uma queixa formal que será investigada e penalizada.

"Isto não são palavras vazias, tenho certeza que irão se materializar em ações", afirmou com contundência, um dia depois de as Câmaras de Comércio dos Estados Unidos e da União Europeia no país pedirem que a China avance nas suas reformas e apresente um calendário crível com medidas de atuação, a fim de diminuir o conflito comercial.

Outra promessa feita por Li foi a de promover o setor privado, "eliminando os obstáculos" que existem atualmente, e diminuir as tarifas à importação de produtos estrangeiros para melhorar a oferta no país e ampliar a globalização.

Na segunda parte do discurso, o primeiro-ministro falou sobre a reestruturação econômica da China e a aposta em impulsionar "novos fatores de crescimento" relacionados a uma nova revolução industrial. Segundo ele, o consumo é agora o principal motor de crescimento do país e as autoridades querem continuar promovendo esse movimento por meio do aumento da renda para as famílias via redução de impostos.

Ele lembrou que a China seguirá fomentando a inovação e o empreendedorismo, principalmente em setores onde são fortes, como o do comércio eletrônico e o de tecnologias para pagamento pela internet.

No começo da semana, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que na próxima segunda-feira entrará em vigor uma sobretaxa de 10% sobre a compra de US$ 200 bilhões em produtos chineses. A China respondeu com contramedidas que passarão a ser aplicadas na mesma data sobre a compra de US$ 60 bilhões em bens americanos.

"Em um ambiente de globalização tão grande, é fundamental que respeitemos e colaboremos com base na igualdade. É essencial que apliquemos os princípios básicos do multilateralismo e do comércio global. Nenhuma forma de unilateralismo oferecerá uma solução viável", disse o primeiro-ministro sobre conflito tarifário.

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