PUBLICIDADE
IPCA
0,24 Ago.2020
Topo

Califórnia ameaça entrar com ação contra declaração de emergência de Trump

15/02/2019 18h20

San Francisco, 15 fev (EFE).- O governador da Califórnia, o democrata Gavin Newsom, ameaçou nesta sexta-feira processar o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pela intenção de declarar uma emergência nacional para obter US$ 6,6 bilhões para a construção de um muro na fronteira com o México.

"Trump quer eliminar e desviar recursos que as forças de segurança da Califórnia usam na luta contra os cartéis da droga para a construção de seu muro. Nossa mensagem à Casa Branca é simples e clara: a Califórnia te verá nos tribunais", disse o governador.

Trump anunciou ontem que declararia estado de emergência para conseguir os recursos necessários para erguer a barreira na fronteira com o México, driblando a proposta orçamentária aprovada pelo Congresso que destinava apenas US$ 1,37 bilhão para a obra.

Com a medida, a Casa Branca pretende destinar US$ 8 bilhões - valor muito acima dos US$ 5,7 bilhões solicitados inicialmente pelo governo - para construir 376 novos quilômetros de muro na fronteira.

Os planos de Trump preveem o remanejamento de US$ 6 bilhões do Pentágono (US$ 2,5 milhões da luta contra o narcotráfico e US$ 3,5 milhões do orçamento para a construção de instalações militares). Os US$ 600 milhões restantes, que se somarão aos US$ 1,37 bilhão previstos no orçamento, virão do fundo de confisco de drogas do Departamento do Tesouro.

A declaração de emergência nacional dá temporariamente ao presidente americano um poder especial para lidar com uma crise. Trump, no entanto, terá que justificar que a chegada de imigrantes ilegais pela fronteira com o México requer medidas extraordinárias.

Estado mais populoso do país, a Califórnia é um reduto democrata. Os políticos estaduais e locais se tornaram um dos maiores opositores do governo Trump, travando diversas batalhas legais com a Casa Branca, a maior parte delas relativa à política migratória promovida pelo presidente americano. EFE