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Morre Alan Krueger, assessor econômico de Bill Clinton e Barack Obama

18/03/2019 15h04

Nova York, 18 mar (EFE).- O economista Alan Krueger, que foi assessor dos ex-presidentes americanos Bill Clinton (1993-2001) e Barack Obama (2009-2017), morreu neste final de semana aos 58 anos de idade, segundo indicou em comunicado nesta segunda-feira a Universidade de Princeton, onde era professor.

"Alan era reconhecido como um verdadeiro líder em seu campo (Ciências Econômicas), reconhecido e admirado tanto pela pesquisa como pela docência", afirmou a instituição no anúncio de seu falecimento.

Krueger foi um dos principais assessores do democrata Barack Obama durante a crise financeira de 2008 e a recuperação posterior.

Entre 2009 e 2010, Krueger exerceu o papel de subsecretário do Tesouro durante a pior recessão desde a Grande Depressão, na década de 30.

Posteriormente, presidiu entre 2011 e 2013 o Conselho de Assessores Econômicos da presidência.

Na Administração Clinton, Krueger foi o economista-chefe do Departamento de Trabalho entre 1994 e 1995.

"Um membro muito reconhecido pela comunidade da Universidade de Princeton há três décadas, Alan sempre será lembrado, pelo menos por seus estudantes e companheiros", disse Princeton.

Segundo indicou o jornal "The New York Times", onde Krueger colaborava habitualmente, o economista pesquisou a relação entre o salário mínimo e o desemprego, assegurando que estabelecer uma quantidade não reduzia o emprego daqueles trabalhadores com menor renda.

Recentemente, estudou também o papel da epidemia dos opióides - emergência nacional desde 2017 - na redução do emprego entre os homens.

Outro estudo realizado foi o aumento do preço dos ingressos aos concertos, quando descobriu que, entre 1997 e 2002, seu custo aumentou 61% enquanto a inflação foi de apenas 13%.

Krueger afirmou que esse aumento ocorreu devido ao baixo custo dos reprodutores de música em um momento em que a demanda por música ao vivo estava crescendo, então as pessoas estavam dispostas a pagar maiores quantias para ver os artistas ao vivo. EFE