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Taxistas tomam centro de Buenos Aires em protesto contra Uber e Cabify

11/04/2019 17h23

Buenos Aires, 11 abr (EFE).- Centenas de taxistas inundaram nesta quinta-feira o centro de Buenos Aires com uma frota preta e amarela (da cor de seus carros) em protesto contra aplicativos de transporte como Uber e Cabify, que consideram que estão precarizando o setor e fazendo uma concorrência desleal.

Três anos depois da chegada do Uber na Argentina, tanto os donos de táxis como os motoristas que dirigem para outros proprietários se deslocaram de diferentes pontos da cidade até a Casa Rosada, sede do governo argentino, para entregar um documento no qual expuseram a delicada situação do setor.

Segundo relatou à Agência Efe Esteban Villalba, representante da Associação Taxista da Capital, o número de viagens nos táxis caiu entre 40% e 50% desde a chegada do Uber.

Em novembro, o governo da capital aprovou uma lei para conter o avanço deste aplicativo de transporte privado ao endurecer as penas a quem transportar passageiros de maneira ilegal, como faz a plataforma, mas o Uber segue operando em Buenos Aires.

Por outra parte, o Cabify está legalizado como empresa de veículos de transporte com motorista, mas muitos dos participantes da manifestação o seguem considerando ilegal.

Sobre a modernização do setor do táxi, o representante sindical destacou que também estão avançando e citou o lançamento do aplicativo BATaxi, com funcionamento similar ao das plataformas que criticam.

Gustavo Centurión, que trabalha há 26 anos como taxista, falou com a Efe a caminho da sede governamental, rodeado de companheiros que ondeavam bandeiras amarelas e pretas e tocavam a buzina como sinal de reivindicação.

Centurión comentou que esta é "a pior crise" já vivida pelo grêmio, que o obriga a trabalhar mais de 12 horas ao dia.

A queixa mais repetida entre os presentes na mobilização é que estes aplicativos de transporte não precisam contar com os mesmos registros e seguros e que os motoristas não precisam ter os conhecimentos que são exigidos deles.

"Todos precisamos fazer um curso de seis horas para dizer-nos a que velocidade se pode circular por uma via ou onde está o Congresso e a Casa Rosada", detalhou Patricia, que compartilha a profissão de taxista com o seu marido.

"Tomara que se faça justiça e tomara que a lei seja igual para todos. Se você fica ao meu lado com um Uber ou o que seja e te exigem o mesmo que exigem de mim e te cobram o mesmo, te aplaudo. Mas não venha roubar meu trabalho, porque estão roubando nosso trabalho", criticou a taxista. EFE

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