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Lucro da Boeing cai 13% no 1º trimestre de 2019, para US$ 2,149 bilhões

24/04/2019 12h41

Nova York, 24 abr (EFE).- A Boeing anunciou nesta quarta-feira que lucrou US$ 2,149 bilhões no primeiro trimestre deste ano, um valor 13% inferior em comparação com o mesmo período de 2018, no primeiro resultado apresentado pela empresa após as proibições de voos com seus modelos aeronaves 737 MAX 8 e 9 pelos acidentes ocorridos na Indonésia e na Etiópia.

Além disso, as receitas trimestrais da fabricante americana de aviões chegaram a US$ 22,917 bilhões, um número 2% menor que os US$ 23,382 bilhões registrados no mesmo período de 2018.

A Boeing informou que seu lucro líquido por ação entre janeiro e março deste ano foi de US$ 3,75, o que representa uma queda 10% em relação aos US$ 4,15 que obteve nos três primeiros meses do ano anterior.

Em comunicado, a companhia informou que esses resultados refletem a "redução das entregas de modelos 737", mas detalhou que isso foi "parcialmente compensado por um maior volume nas divisões de defesa e serviços" da companhia.

Além disso, a Boeing insistiu que "está fazendo um progresso constante no caminho para uma certificação final para a atualização do software para os 737 MAX, com mais de 135 voos de testes e a atualização completa do software".

"A companhia continua trabalhando de perto com os reguladores internacionais e companhias aéreas associadas para testar exaustivamente o software e finalizar um pacote sólido de capacitação e recursos educativos", garantiu a fabricante.

Em linha com essas mensagens para tentar tranquilizar companhias, clientes e investidores, o presidente da Boeing, Dennis Muilenbur, ressaltou no comunicado que "toda a companhia está concentrada na segurança, em devolver os 737 MAX ao serviço e em voltar a ganhar a confiança de clientes, reguladores e passageiros".

As autoridades aeronáuticas dos Estados Unidos e de outros países proibiram os voos comerciais em aviões Boeing 737 Max 8 e 9 em resposta às dúvidas surgidas depois dos acidentes sofridos por duas dessas aeronaves na Indonésia (outubro de 2018) e na Etiópia (março de 2019).

Os dois acidentes provocaram a crise mais grave da Boeing em aproximadamente duas décadas, ameaçando as vendas de um modelo de avião que foi a fonte de receitas mais estável da companhia. EFE