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Contaminação afeta 590 mil toneladas de petróleo do Cazaquistão em oleoduto

17/05/2019 17h34

Nursultan, 17 mai (EFE).- O vice-ministro de Energia do Cazaquistão, Aset Magauov, informou nesta sexta-feira que 590 mil toneladas de petróleo cazaque foram contaminadas durante a passagem pelo trecho russo do oleoduto Druzhba.

"Cerca de 590 mil toneladas foram retiradas, seis navios-petroleiros", disse Magauov à imprensa nos corredores do XII Fórum Econômico de Astana, realizado na capital cazaque, agora chamada Nursultan.

De acordo com Magauov, o Cazaquistão não transporta petróleo pelo Druzhba desde 2013, mas utiliza um pequeno ramal desse oleoduto em direção ao porto de Ust-Luga.

"Lá, realmente, recebemos petróleo em mau estado, mas conseguimos chegar a um acordo com os compradores para que o aceitassem", declarou.

O vice-ministro garantiu que atualmente o petróleo que sai do oleoduto corresponde às normas estabelecidas.

"Agora temos petróleo de boa qualidade, já carregamos dois navios entre os dias 10 e 15 de maio", acrescentou.

No início de maio foi noticiado que a empresa bielorrussa Gomeltransneft Druzhba (no ramal sul do oleoduto) tinha fechado totalmente a passagem do petróleo russo para limpá-lo da contaminação.

Belarus foi o primeiro país a detectar o problema no ramal norte do oleoduto e optou por fechar as válvulas, decisão também apoiada por Polônia e Alemanha, e posteriormente pela Eslováquia. Segundo cálculos estimados, os danos provocados à economia bielorrussa chegam a US$ 100 milhões.

O fechamento do oleoduto durante duas semanas custa aproximadamente US$ 1 bilhão à Rússia, sem contar as multas por demora na entrega e outras despesas relacionadas à solução do problema.

A transportadora de petróleo russo, Transneft, não se esquivou da responsabilidade ao admitir os fatos e imediatamente buscar caminhos para solucionar uma situação que prejudica tanto a situação econômica quanto o prestígio da empresa.

Transneft estudou com parceiros de Ucrânia, Belarus e Polônia possibilidades para reduzir os danos causados, transferindo a parte contaminada por vias alternativas, neste caso a ferrovia, a fim de voltar a processar o petróleo para que possa ser utilizado. EFE