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Presidente de Aena diz que há muito potencial no setor aéreo do Brasil

09/07/2019 16h15

Brasília, 9 jul (EFE).- O presidente-executivo da empresa de gestão aeroportuária espanhola Aena, Maurici Lucena, referiu que a concessão de seis aeroportos no Brasil se encaixa nos parâmetros da companhia e avaliou que há muito potencial de crescimento no setor aéreo brasileiro.

Em entrevista à Agência Efe realizada na embaixada da Espanha em Brasília, o executivo catalão confirmou que o investimento nos seis aeroportos durante os três primeiros anos de gestão será mantido em 200 milhões de euros e que a empresa assumirá integralmente a administração dos locais em janeiro de 2020.

A vitória da Aena nos leilões realizados em março dos aeroportos de Recife, Maceió, João Pessoa-Bayeux, Aracaju, Juazeiro do Norte e Campina Grande é a maior aposta do desenvolvimento internacional da companhia.

Lucena e sua equipe cumprem nesta semana uma intensa agenda de reuniões em Brasília. Ontem, ele se reuniu com o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, e hoje terá encontros com representantes do setor de regulação aérea. Posteriormente, viajará a Recife, Maceió e João Pessoa.

A Aena, que terá Santiago Yus como diretor-executivo no Brasil, terá o desafio de entrar em um mercado exigente, no qual algumas empresas espanholas não tiveram sucesso.

"É verdade que há algumas que tiveram dificuldades, mas outras não, como o Santander (...) e a Iberdrola, que estão indo muito bem, embora obviamente haja riscos, como em qualquer investimento que se faça na Espanha ou fora dela. O fato de ser um negócio regulado, com os termos muito bem definidos, nos protege mais do que em outros casos", avaliou.

Para o executivo, as concessões no Brasil são uma grande oportunidade que se encaixam com os parâmetros da empresa. Lucena previu que, com o passar dos tempos, este será considerado como um dos melhores investimentos da companhia de gestão aeroportuária.

Segundo Lucena, a Aena já teve interesse em outros leilões de aeroportos no Brasil, um trabalho que será usado agora nos locais que serão geridos pela companhia espanhola.

"Por isso acredito que pudemos atuar com toda a velocidade quando foram conhecidos os termos da concessão (vencida em março por 437,5 milhões de euros). Conhecíamos bem o mercado e conhecíamos relativamente bem os aeroportos", disse o executivo.

Lucena afirmou que os passos que o atual governo está dando na desregulação do mercado darão mais "dinamismo" aos aeroportos. Para ela, a análise de custo-benefício para a empresa era muito clara, porque o leilão foi "muito limpo e muito transparente".

Apesar de o Brasil estar estancado há anos na marca de 6 milhões de turistas estrangeiros que visitam o país por ano, o presidente da Aena avaliou que o crescimento do setor aéreo superará o do PIB.

"O razoável é que uma economia como a brasileira tenha sempre um 'gap' positivo (em relação ao crescimento do PIB). O normal é que o transporte aéreo cresça acima do PIB real", projetou.

Para Lucena, as recentes revisões para baixo sobre o crescimento do Brasil em 2019, agora de cerca de 1%, não são especialmente preocupantes para a empresa.

"O transporte aéreo é essencial para o desenvolvimento do país, e nele há muito potencial. O crescimento vai ser alto, a indústria aérea tem margem para implementar modelos de baixo custo", disse Lucena.

"Os recursos existem, e neste processo há uma rota de governo para dinamizar todos os elos da cadeia", concluiu o executivo. EFE

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