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Governo português diz que grevistas não cumprem com medida legal e faz ameaça

14/08/2019 12h15

Lisboa, 14 ago (EFE).- O governo de Portugal confirmou nesta quarta-feira que os caminhoneiros em greve não cumprem com medida legal que os obriga a trabalhar, que pode render até penas de prisão para quem se negar a cumpri-la, e avisou que tal medida pode ser ampliada se for constatado o descumprimento dos serviços mínimos.

No balanço do dia apresentado em entrevista coletiva, o ministro de Meio Ambiente, João Pedro Matos Fernandes, afirmou que a requisição civil, nome jurídico da intervenção da greve, não estava sendo cumprida em Farol (sul).

A situação foi qualificada de "grave" pelo ministro, que disse que os militares tiveram que realizar o transporte de combustível desde Loulé ao aeroporto dessa cidade, uma tarefa que os caminhonheiros eram obrigados por lei a realizar.

Farol era um dos locais onde na segunda-feira o governo português tinha decretado a requisição civil, um instrumento extremo que não só mobiliza os militares para garantir o abastecimento, mas obriga os grevistas a trabalharem para que haja um fornecimento essencial.

Em caso negativo, os caminhoneiros podem enfrentar inclusive penas de prisão.

A decisão de intervir na greve gerou um mal-estar entre os caminhoneiros, já que o porta-voz do sindicato que as aglutina, Pedro Pardal Henriques, advertiu que os trabalhadores não acatariam essa obrigação legal.

"Se um motorista vai ser preso, então o senhor ministro tem que trazer vários ônibus para levar também os 800 caminheiros do país", acrescentou Henriques, em alusão às possíveis consequências de não cumprimento.

Nesse sentido, Fernandes lembrou na entrevista coletiva de hoje que foram identificados 14 motoristas que descumpriram a requisição civil na terça-feira, 11 dos quais já foram notificados, e pediu que seja levada em conta as consequências a quem desafiar tal medida pode ter. EFE

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