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Em 9 meses, economia da Argentina iguala retração de 2018

17/12/2019 18h09

Buenos Aires, 17 dez (EFE).- Nos nove primeiros meses de 2019, a economia da Argentina acumula uma queda de 2,5% e já iguala percentualmente o recuo registrado pelo país durante 2018.

As informações constam em relatório divulgado nesta terça-feira pelo Instituto Nacional de Estatísticas e Censo (Indec), o primeiro publicado desde que Alberto Fernández assumiu o poder.

O Produto Interno Bruto (PIB) da Argentina fechou 2018 com retração de 2,5%, um dos piores resultados econômicos do país nos últimos anos. Em 2017, o país havia crescido 2,7%.

A crise que vem se agravando neste ano foi provocada por uma forte desvalorização do peso em relação ao dólar, o que fez o antecessor de Fernández, Mauricio Macri, recorrer ao Fundo Monetário Internacional (FMI) para pedir um empréstimo de US$ 57 bilhões.

Segundo os dados do Indec, na comparação anual, a economia da Argentina caiu 1,7% no terceiro trimestre de 2019. No entanto, em relação ao período entre abril e junho deste ano, a atividade econômica do país avançou 0,9%.

No relatório divulgado hoje, o Indec informou ter registrado, na comparação com o terceiro trimestre de 2018 um recuo de 4,9% no consumo privado e de 0,9% do consumo público. As importações de bens e serviços caíram 13,4%, mas exportações do mesmo segmento avançaram, conforme o relatório, 14,2%.

"Em termos sazonalmente ajustados, com relação ao segundo trimestre de 2019, as importações cresceram 1,3%, o consumo privado registrou alta de 0,3% e o público caiu 0,1%", afirmou o Indec em comunicado.

Os analistas consultados mensalmente pelo Banco Central da Argentina projetam que a economia do país fechará 2019 com retração de 2,8%. Para 2020, a previsão é de queda de 1,7%.

"A Argentina não para de ver sua economia encolher. O PIB de 2019 é o mais baixo da última década", disse Fernández ao tomar posse como novo presidente do país.

Hoje, o ministro da Economia, Martín Guzmán, enviou ao Congresso um pacote de medidas para tentar tirar o país da crise. EFE