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Acordo entre EUA e China começa a vigorar com dúvidas sobre covid-19

Pacto firmado em janeiro marcou o início da trégua entre os dois países, após mais de 18 meses de guerra comercial - Nicolas Asfouri/AFP
Pacto firmado em janeiro marcou o início da trégua entre os dois países, após mais de 18 meses de guerra comercial Imagem: Nicolas Asfouri/AFP

14/02/2020 20h20

Washington, 14 fev (EFE).- A primeira fase do acordo comercial entre Estados Unidos e China entrou em vigor hoje com cortes significativos de tarifas de ambos os lados, embora a epidemia de covid-19 aumente as dúvidas sobre a capacidade de Pequim de cumprir o compromisso de aumentar as compras de produtos americanos.

O pacto firmado em janeiro, descrito pelo presidente dos EUA, Donald Trump, como "revolucionário", marcou o início da trégua entre os dois países, após mais de 18 meses de guerra comercial.

Esta fase inicial, que entrou em vigor nesta madrugada, envolve a redução das tarifas americanas de 15% para 7,5% sobre US$ 120 bilhões em importações chinesas, mas mantém intactas as de 25% sobre outro grupo de importações no valor de US$ 250 bilhões.

Trump explicou que as tarifas permanecem em vigor como elemento "negociador" para a segunda fase do acordo comercial. A China, por sua vez, reduzirá pela metade as tarifas às importações americanas no valor de US$ 75 bilhões.

A epidemia causada por um novo coronavírus na cidade chinesa de Wuhan, que já causou mais de mil mortes, colocou em risco um dos compromissos assumidos por Pequim, o de aumentar as compras de produtos americanos até US$ 200 bilhões nos próximos dois anos.

Para tentar conter a epidemia, a China, a segunda maior economia do mundo depois dos EUA e um centro global de redes de abastecimento, aplicou severas restrições de viagens domésticas e muitas fábricas pararam ou desaceleraram suas operações.

"É verdade que o acordo comercial, a primeira fase do acordo, levará mais tempo para impulsionar as exportações por causa do vírus. Isso é certo", reconheceu Larry Kudlow, consultor econômico da Casa Branca, em entrevista à "Fox Business Network" nesta semana.

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