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Santander conclui compra da plataforma de pagamentos Ebury

30/04/2020 03h04

São Paulo, 29 abr (EFE).- O banco Santander anunciou nesta quarta-feira ter concluído a compra de 50,1% das ações da Ebury, plataforma internacional de pagamentos, câmbio e gestão de fluxo de caixa.

O valor da transação foi de 350 milhões de libras esterlinas. Anunciada em novembro de 2019, a aquisição faz parte da estratégia digital do banco, ao oferecer às pequenas e médias empresas as ferramentas necessárias para sua expansão internacional por meio de serviços globais de trade finance.

"Esta aquisição nos apresenta a possibilidade de expandir nossa área de Global Trade Services com uma plataforma que representa uma nova categoria global e com a qual esperamos obter um retorno expressivo nos próximos anos", afirmou o presidente do Santander Brasil e agora também titular do Conselho da Ebury, Sérgio Rial, por meio de um comunicado.

A compra de mais da metade das ações da Ebury, empresa com sede no Reino Unido e com operações em 17 países e com 140 moedas diferentes, "dá aval ao plano de oferecer serviços de câmbio e pagamentos na América Latina e na Ásia".

Além disso, o comunicado destaca que a solicitação para o início das atividades da Ebury no Brasil será enviada ao Banco Central do país "nos próximos dias".

"O investimento na companhia é um marco significativo para o banco, permitindo-nos ampliar nosso potencial de atuação em um mercado vibrante e com grande horizonte de crescimento", acrescentou Rial.

Do total investido pelo Santander na transação, 70 milhões de libras foram utilizados para reforçar a estrutura da companhia e sustentar sua expansão internacional.

Desde 2017, a Ebury registra em suas receitas um crescimento médio de cerca de 50% ao ano. Em 2019, o faturamento cresceu 60%, com serviços prestados a 43 mil clientes ativos, e a expectativa para o ano fiscal de 2020, que se encerra em abril, é que esse ritmo seja mantido, com o apoio do Santander.

De acordo com Juan Lobato e Salvador Garcia, cofundadores da Ebury, em pouco mais de dez anos a empresa evoluiu de uma pequena fintech para um negócio que emprega mais de mil profissionais e, "graças ao apoio do Santander", será capaz de "expandir as atividades internacionalmente ainda mais e ingressar em novos mercados".

Através da sua divisão Global Trade Services, o Santander já permite que pequenas e médias empresas acessem mercados internacionais com o uso de serviços de trade finance, pagamentos a fornecedores, pagamentos em geral e câmbio.

"Com uma receita total de US$ 200 milhões, a meta da plataforma global do Banco é ser líder em negócios internacionais para PMEs na Europa e na América Latina, além de expandir as atividades para outros 20 mercados no médio prazo", diz o comunicado.